Archive for setembro, 2017

Maus

terça-feira, setembro 26th, 2017

Democratas de qualquer linhagem precisam unir-se para impedir o avanço do complô golpista que tomou o poder no golpe de 16 antes que já seja tarde demais
Definha definha definhou
O golpe de 16 decretou o fim da república e o início da tirania
Dispersa-se o país em tantas facções
Nada tenho contra as marcas do tempo
O bufão bufa e bufona
Bufonar é o que é próprio ao bufão
Não se deixem prender asilem-se
Todos caçam e ninguém acha
Até em mourão o Marx acerta: o primeiro é tragédia o segundo farsa
Há os que são melhores
Pois há os pósteros
“Rock in Rio”? Tás de sacanagem. É na Rocinha!
Aproveita a farra e abriga o povo da rua
A elite é eles nós seus escravos
Não brinquem o fascismo está entre nós
Junta cambada é eles ou nós
De norte a sul de leste a oeste o Brasil todo clama
A poesia é um raio de luz ou é nada
Não venha oferecer o que você não tem pra dar
Comunista tem horror de tiete
Comunista manda você gramar até aprender
Os 54 milhões que elegeram a presidenta não podem entubar essa tragédia do ilegítimo
À véspera do desastre reage Brasil!
Bando de energia perdida concentra no anula o golpe
Espero que cada um saiba onde botar o seu desejo
Este arremedo de império romano está demorando a cair
Sai dessa Brasil!
Cuidado com os fundamentalistas
Desde o que se diz supremo até o mais baixo escalão
Quem vem de fora não pode tomar o lugar do nativo
E a quem provoca
Não comenta
Não fomenta
Não alimenta
Cada um sabe a sua
A enorme maioria das populações no mundo vive de alguma forma em regime de comunidade
Eis o comunismo!
Não acredito em nada que não veja com meus olhos razoáveis
Razoáveis são os da razão

Demãos

terça-feira, setembro 19th, 2017

E não?
Que falta faz uma utopia
Enquanto o povo anda pelas ruas a burguesia conspira em gabinetes
Afia a farsa
Se não sabem quem sou
Nem ao espelho aconselho
Aprisionado e coagido denúncia vale nada
Nem sorte nem azar acaso
Dia sim dia não
Não é a primeira vez que se leva prisioneiros a delatar na tevê
Nada pode derrubar o voto popular
Nenhum indivíduo pode derrubar mais de uma década de progresso social
Tem neguinho que acha sem procurar
Ando atrás do tempo
Ele é mais rápido do que eu
Admiro os que conseguem expor seu pensamento com clareza
Não é o meu forte
Nada supera a audácia imperialista
Destroem países à tôa
E nem precisava
Impõem a fábrica de crises
Quando a camarilha se empenha em destruir o voto popular isto é fascismo
Agora só falta explodir o Gasômetro
“Pacto de sangue”: deu a louca na Transilvânia
Parece que o delator quer alegar insanidade mental
Na antevéspera do adeus o escárnio
Não me dou o direito de condenar o torturado
Condeno o torturador
O que vi foi um torturado face a seu torturador
Uma sessão de tortura transmitida país afora pela mídia golpista
Para aprofundar ainda mais o golpe
E a desgraça do país
Como no passado
Prender e arrebentar
Como fazem
Na dança macabra do macartismo anti-petista
Tudo como manda o imperialismo
Não só aqui
Mundo afora
Como no passado?

Trapos

terça-feira, setembro 12th, 2017

Somos colmeias
Produzimos mel e fel
Meta infernal
É tudo joio do mesmo saco
Nóis burila
Quem muito anda mais tropeça
Se parar é atropelado
A mídia inventa uma vida de mentira
Outra é a que se vive
Agencia pode ser nacional talvez mas de cinema é ruim hem!
Tem que banir o sexismo no comércio e na mídia
O sexo é a maior potência individual dos seres vivos
O prazer é uma alegria
Não pode ser invadido pela violência
Violência é impor-se ao outro
A sociedade é responsável por todos os cidadãos
Não só os bem sucedidos
É preciso ser solidário
Cuidado
O país está refém do tribunalismo
Faz-se aqui 150 longas e só se fala de meia duzia
Quem sabe com os outros os que não se fala o agrado será geral
Quanto mais melhor
Quanto menos pior
O que te preocupa?
Com o que te preocupas?
Por que te preocupas?
Foi a paleta junto com o filé
Até tu bruto?
Depois do almoço
Nada como um baseado
E um cochilo ali ao lado
Sòzinho ou acompanhado
A farsa demora até que demorô!
Vai um dólar aí?
Uns verde
Ou vai um saco do dinheiro nosso
Dez sacos
Cem sacos
Mil sacos

Quais

terça-feira, setembro 5th, 2017

Dia não há em que a direita não apronte
E a esquerda hesite no que fazer
O que é justo
O macro abafa o micro
Não nos entendemos
Desentendemo-nos
A ninguém se diz como poetar
Cada um poeta como quer
O que nos diz o peito
O que esses idiotas no poder não entendem
É que o Brasil não é deles
O Brasil é propriedade dos milhões de brasileiros
Essa meia duzia de moleques não pode vender ceder trocar negociar nada no país
Ainda mais sendo ilegítimos
Bando de golpista!
Esqueço o que esqueci
Apure-se
Depure-se
Queremos ver mais burgueses na cadeia
Ou menos populares aprisionados?
Este filme por aí falado não passa de um selfie-filme
O de fora puxa o de dentro
O de dentro puxa o de fora
O que é a vida dessa gente
Dessa(s) gente(s)
Não se nomeia o adversário é fazer-lhe propaganda
Quem detrata não retrata
Quem retrata não detrata
Para todos
Bela utopia
Para todos todos?
Ou para todos quem?
Estão fechando os cercos
As cercas fecham
Chega o progresso
Aos poucos para poucos
Erguem-se pirâmides
O que foram as pirâmides?
O que são?
Poucos no topo tantos na base