Demãos

E não?
Que falta faz uma utopia
Enquanto o povo anda pelas ruas a burguesia conspira em gabinetes
Afia a farsa
Se não sabem quem sou
Nem ao espelho aconselho
Aprisionado e coagido denúncia vale nada
Nem sorte nem azar acaso
Dia sim dia não
Não é a primeira vez que se leva prisioneiros a delatar na tevê
Nada pode derrubar o voto popular
Nenhum indivíduo pode derrubar mais de uma década de progresso social
Tem neguinho que acha sem procurar
Ando atrás do tempo
Ele é mais rápido do que eu
Admiro os que conseguem expor seu pensamento com clareza
Não é o meu forte
Nada supera a audácia imperialista
Destroem países à tôa
E nem precisava
Impõem a fábrica de crises
Quando a camarilha se empenha em destruir o voto popular isto é fascismo
Agora só falta explodir o Gasômetro
“Pacto de sangue”: deu a louca na Transilvânia
Parece que o delator quer alegar insanidade mental
Na antevéspera do adeus o escárnio
Não me dou o direito de condenar o torturado
Condeno o torturador
O que vi foi um torturado face a seu torturador
Uma sessão de tortura transmitida país afora pela mídia golpista
Para aprofundar ainda mais o golpe
E a desgraça do país
Como no passado
Prender e arrebentar
Como fazem
Na dança macabra do macartismo anti-petista
Tudo como manda o imperialismo
Não só aqui
Mundo afora
Como no passado?

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