Archive for outubro, 2017

Faltas

terça-feira, outubro 31st, 2017

O Brasil não pode ser racista
Tem negro índio e branco em todos nós
Salvo os que não os tenham
E que dizer de governos favorecendo o invasor
Nem invadir precisa
É só assoviar
Flores! Flor és! Flor esta!
Senão devastam
Arrastam
Molestam
Nem é preciso ir mais longe
Como pode alguém agredir uma pessoa indefesa
E o capitalismo o que é?
Eu sou legal boto a cama e as plantas no sol
Nem todas tem as que não gostam
Fazer como? A turma gosta do bagulho
Bom era o tempo em que sobrava sempre um pernil pra logo mais
Enquanto o supremo se espreme com o senado o ilegítimo arrasa o país
O professor só emula a menos que seja a própria
Encaro a vida como uma vitória dia a dia
Esqueço pelo menos metade do que queria dizer
É preciso acabar com este cinema de guetos
A briga é contra o invasor não entre nós
Ninguém deve ser sincero em público
Deixa fluir deixa rolar
Ninguém imaginou essa rapina dos ratos
Bastou o da justiça empinar o rabo e decretar prisão à tôa sem nada
E isto foi antes na 470
Abismante assistir pela tevê uma perseguição obstinada a vingar-se não se sabe porque da vingança sabe-se porque do delator confesso
Desde então mergulhamos nesse terror do estado
Sobrevivamos
Suprimam-se as sutilezas
Ou é esquerda ou é direita
É plebiscito: é Brasil ou é USA
Há de haver algum espaço na cabeça do megaempresário pra saber do poderoso investimento que pode fazer ao aceitar a proposta do Zé
Que São Paulo e o Rio aprendam: se a esquerda em 18 não se unir vai perder democráticamente no voto
Proponho um acordo mundial aos USA: cada um recue até suas fronteiras
Com a geopolítica bipolar ideológica os povos foram dominados pelos países
Ou a esquerda se une ou
Dividiu perdeu

Salpicantes

segunda-feira, outubro 23rd, 2017

Cada povo merece sua terra e seu governo
A vida é campo livre pra você desde que seja para os outros também
Para todos a universidade é o ingresso oficial na vida adulta
Obviamente não se precisa dela para ser adulto
Neguinho quer se ver no espelho do outro
Se toca mané!
E achava bom parar com essa cultura de guetos
É tiro no pé
Um lobo desdentado morde menos
Eu vejo o inimigo e me afasto dele
A multidão não é sujeito
Tenho muito apreço por quem é sozinho
Por quem banca o próprio jogo
Os meninos precisam entender que foi e é importante ter havido algo antes
O mundo não começou e não vai acabar conosco
Não se aborreçam comigo e nem me aborreçam com vocês
Farseia-se por todo o lado do individual ao planetário
Querem mandar de lá de alguma parte do universo
Se é parte não vale para o todo
Ninguém lida com uma vida extraordinária
Só conhecemos a ordinária
Nem sei se o estrangeiro é bom mas nos faz mal
O papo é o mercado
O barato é o boleto
Nem tanto se preocupe em acertar contas
Não tira o foco
Não sai do foco
Deploro esse afã juvenil pelo cinema estrangeiro
Temos mais de 150 longas e trocentos curtas e milhares de emissões dos nossos para serem vistos
Para que então se saiba o que é o cinema por aqui
E não é nacionalismo não
É trabalho
Essa estória de mascar chiclete é pra otário
Vá chupar uma cana
Nem que seja aquela ou essa cana
Professor não ensina
Professor professa
Eu propino o flanelinha para não arranharem meu carro
Se eu vacilar quem arranha é ele
Graças a deus há muito eu não tenho carro

Saques

terça-feira, outubro 17th, 2017

Bota pra ferver
Imagens induzem o real na cabeça das pessoas
Por enquanto o de 64 foi pior bem pior
Sou contra o contra
Não precisa ser contra
Basta ser a favor de si
Proponho um plebiscito: Quem quer ser Brasil?
Não critico o que está à minha esquerda
Us cara tão rifanu o Banco do Brasil criado por d.João VI em 1808
Errei a data?
Menos mal que não foi a vírgula
A constituição pode ser física moral ou trapalhã de tanto que os golpistas a manipulam
É bom repetir-se
Quer dizer que a mente é firme
Haveremos de ver
Não quero agradar
Quero entender
Quero explicar
Acho que a arte é mimética
Imitando o que vemos
Construimos
O Brasil é dilmais! Chato é esses urubus atrapalhando
Na falta do melhor vai o marromeno mermo
É difícil discutir detalhes quando a geral vai mal
É preciso acabar com o barato norte-americano de exterminar populações
A realidade não é boa é o que é
Os estados nacionais se criaram pela supremacia de alguns povos sobre os outros
O problema do Brasil é o euzismo
Todo dia ouve-se maravilhas das bélgicas e islândias
Mas quem mora lá não somos nós
Não me orgulho nem me envergonho
É preciso acabar com o terrorismo de estado implantado pelos golpistas em 16
Uns caras matando outros condenando por uma mísera bagana
A esquerda não pode ser golpista a direita não pode deixar de ser
Acabrunhados assistimos ao galope das bêstas feras
Os agalopados agalopantes
E os macrogolpistas e os microgolpistas golpeiam-se até entre si
O Brasil é grande o Brasil é enorme não é essa bobagem desse circo maldito de Brasília
O cinema é uma arte coletiva mais vale quanto mais filmes tem
Entope a pia

Cruzes

terça-feira, outubro 10th, 2017

Mostro a cobra e mato a pau
Palavras não têm sentido
Só quando se misturam
Uma diz à outra
Tô de boa na lagoa
Imersos no fascismo que é uma bêsta fera
A bêsta fera não tem limites
Espalha-se como uma gosma
Um dia aqui outro ali
Qualquer coisa é tudo
Todo mundo é personagem
A nuvem cobre o mundo inteiro
Nenhum povo merece ser dominado
Cada país tem muitos povos
A gosma empurra uns contra os outros
De tanto conspirar o conspirador conspirou-se
O impostor propaga a impostura
Nem feudal nem capital aqui é um deus nos acuda
A questão do povo é sobreviver
Em meio ao tiroteio das ambições e poderes burgueses
Na aldeia é onde mora o equilíbrio
Todos colhem o que plantam
E partilham
Não mexam com os tesouros da terra ela pode não gostar
E a cambada se vai juntando
E justapondo-se
Nenhum interêsse é desinteressado
O pior é expor maliciosamente foto de criança alheia
O pior foi aceitar a farsa da delação petebista
O pior é meia duzia de notários do fim do mundo roubarem milhões e milhões de votos dos brasileiros
O boi a bala a bíblia
O matador suicida-se
Não se esqueça de mijar antes de sair
Rifar o Gragoatá é de uma estupidez digna do ilegítimo
Tento pensar a vida
Não sei o que dizer da morte
Lamentar
E quando fôr a minha
Menos ainda terei o que dizer
E nem mais precisa

A Nelson

domingo, outubro 8th, 2017

Em 7 de out de 2017, à(s) 15:19, Sergio Santeiro escreveu:

A Nelson

Quase aos 90 anos de idade o nosso mestre como em um Liceu de Artes e Ofícios segue ensinando pelo exemplo
Ao longo da vida plantou filmes escolas e leis
Filmou os seus e os que inspirou
Foi montador de “Barravento” estréia de Glauber Rocha e “Pedreira de São Diogo” estréia de Leon Hirszman e produtor de outros como “O Grande Momento” estréia de Roberto Santos
Seu primeiro filme “Juventude” um documentário em 1949 embora perdido pelo título já diz tudo em sua estréia comunista
A construção do comunismo no pós-guerra no Brasil era uma frente ampla para o desenvolvimento
No entanto logo os intelectuais e os militantes se estranharam e foram cada um pro seu lado
Como de costume
Em 1952 lança no II Congresso do Cinema Brasileiro em São Paulo o conceito de “modo de produção independente” que passa a concretizar desde “Rio 40 Graus” em 1955 o memorável mural em sua carreira de humanista e até hoje
´Um dos construtores do primeiro curso superior de cinema na seminal Universidade de Brasília´que em 68 sofre o ataque demolidor da ditadura da época
De lá segue para Niterói onde participa na criação em 1968 do Instituto de Arte e Comunicação Social e seu curso de cinema na Universidade Federal Fluminense
´Batalhou também na frente pela legislação a favor do cinema como no grupo de trabalho que em 1974 propõe a criação dos três poderes do cinema brasileiro: o Concine normativo, a Embrafilme executiva e o Centrocine cultural
É o elo de ligação entre o o cinema brasileiro de antes e o de agora
Algum dia gostaria de refletir sobre seus filmes à luz de um conceito de “cinema popular socialista” que creio ser a estética de sua obra
Diz a lenda que enquanto os meninos do cinema novo discutiam ele impávido na dele só concluía: “Agora vai lá e faz!”
Um comunista orgânico gramsciano são contemporâneos
E em suas próprias palavras: “Eu acho que sou um homem do povo que driblou a gramática e descobriu o cinema”.

Petecas

terça-feira, outubro 3rd, 2017

Pensamentos que vêm
Pensamentos que vão
Algum senso há de haver no que vai e no que vem
Algum governante precisa ser inquirido se estender incentivos fora do sul maravilha?
Algum governante precisa ser subornado para que a economia prospere?
Não é este o papel dos governos?
Agradeço aos que já me brindaram com a minha presença
Ninguém faz a revolução que quer
É difícil ter opinião sobre coisas complexas
Não é sim nem não
É como
O papel das cidades é viabilizar pelo mundo o que nelas se produz
Não é querer impor-lhes o que de fora vem
Onde tiver um longa estrangeiro tem que ter um curta brasileiro
Devidamente remunerado pelo valor dos curtas em edital
Falar de si é natural
Do outro é complicado
A realidade não é líquida
Ela liquida
Ela atira
Irmãos matam irmãos a serviço dos patrãos
O pior é que o soldado é o povo armado pelo poder burguês
E que ordenado atira em seus irmãos de classe
Nosso futuro presidente não pode ser retirado a nenhum pretexto da cena política
Resolve no voto em 18
Espanta-me que os brasileiros não se unam na proteção do futuro presidente face ao assédio fascista
Não pode um rábula de província não podem os rábulas de província sequestrar previamente as tantas dezenas de milhões de votos em 18
Tem que vir as eleições
Ainda melhor se com uma constituinte popular para promover a paz nacional
Como alhures
O que marca o fascismo é a banalização da violência
Desde o golpe tempos sombrios
O golpe implanta o caos
A fôrma perguntou a forma qual a forma que a forma tem
A forma respondeu que tem a forma que a fôrma não tem
Não morde lambe
Não é possível que se tenha de viver o fascismo até as entranhas
Basta a reflexão?
A reflexão não basta
Basta?