Salpicantes

Cada povo merece sua terra e seu governo
A vida é campo livre pra você desde que seja para os outros também
Para todos a universidade é o ingresso oficial na vida adulta
Obviamente não se precisa dela para ser adulto
Neguinho quer se ver no espelho do outro
Se toca mané!
E achava bom parar com essa cultura de guetos
É tiro no pé
Um lobo desdentado morde menos
Eu vejo o inimigo e me afasto dele
A multidão não é sujeito
Tenho muito apreço por quem é sozinho
Por quem banca o próprio jogo
Os meninos precisam entender que foi e é importante ter havido algo antes
O mundo não começou e não vai acabar conosco
Não se aborreçam comigo e nem me aborreçam com vocês
Farseia-se por todo o lado do individual ao planetário
Querem mandar de lá de alguma parte do universo
Se é parte não vale para o todo
Ninguém lida com uma vida extraordinária
Só conhecemos a ordinária
Nem sei se o estrangeiro é bom mas nos faz mal
O papo é o mercado
O barato é o boleto
Nem tanto se preocupe em acertar contas
Não tira o foco
Não sai do foco
Deploro esse afã juvenil pelo cinema estrangeiro
Temos mais de 150 longas e trocentos curtas e milhares de emissões dos nossos para serem vistos
Para que então se saiba o que é o cinema por aqui
E não é nacionalismo não
É trabalho
Essa estória de mascar chiclete é pra otário
Vá chupar uma cana
Nem que seja aquela ou essa cana
Professor não ensina
Professor professa
Eu propino o flanelinha para não arranharem meu carro
Se eu vacilar quem arranha é ele
Graças a deus há muito eu não tenho carro

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