Longes

Quem imaginou que os rábulas de província iriam destruir o país
Há corrupção?
Sim deve haver
Desde que o mundo é mundo
Ainda mais capitalista
E aí vem um mané se junta com os doleiros
E começa a farra
É praxe no mercado negociadores ficarem com 10% é o dízimo
Não é o que se paga ao garçom no restaurante?
Propina
O banquete dos medíocres
Isto é suborno pro político votar assim ou assado?
Só pode ser pro ordenador da despesa
Graças à delação cúmplice dos doleiros descobre-se um esquema de pedágio empresarial
Na estatal e dependentes é coisa na área comercial que deita e rola
É malfeito não há dúvida há que coibir
Mas é nem um arranhão na maior empresa brasileira
Por que rifá-la a preço vil?
Por que entregá-la aos gringos lá fora?
E submeter o consumo interno ao comércio internacional
O impostor nomeia quem quiser e os nomeados são de sua mesma cêpa
Corrupto é quem embolsa a grana
Lambe o lombo e molha no molho
E o risoto ri dos outros
Cadê o tutú
O biscoito roubou
E nem deu troco
O ôco caiu no ôco
O mais sacrifica o menos
O que eu não vi não posso contar
Não sou desses que aumentam um ponto
Só pra dizer que estavam lá
Pra julgar alguém tem-se no mínimo que ter uma biografia à altura
Uns cara que diz que é esquerda decide cada um marcar o seu no primeiro turno ao invés de resolver logo o futuro
Arte é tudo aquilo que seu autor professa que é
O inefável o indizível o incompreensível
A vida procura o horizonte
Artista é o que sente a ausência
Não sou um daqueles sou um desses
Meia dúzia de janotas não podem no grito cassar o voto de mais de 50 milhões de brasileiros

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