Archive for fevereiro, 2018

A primeira vez

terça-feira, fevereiro 20th, 2018

A primeira vez que vi o Nelson não lembro em que ano foi nem quantos anos eu tinha talvez uns 14.
Nasci e morava em Copacabana na ida e vinda do colégio passava em frente aos cinemas mais de um naquela época uns cinco ou seis ou mais.
O cinema era dominado como ainda agora pelo filme estrangeiro. Era ver coisas e gentes que não se via. Tinha as nossas chanchadas tôscas ingênuas o filmusical brasileiro era um veio nosso nossos palhaços nossas trapalhadas mas era um cinema faz de conta enxaixotado no estúdio entre um numero musical e a jocosidade que também era nossa o teatro de variedades o teatro revista filmado.
E de repente na marquise do cinema se não me engano era o Copacabana o letreiro anunciava Rio 40 Graus. Foi um impacto. Entrei para ver. Não era o corre corre dos filmes que passavam sorrateiros a divertir platéias.
Era a vida nossa de todos os dias a iniciar-se majestosa com a maravilhosa visão da grande cidade o Rio de Janeiro a capital do Brasil pouco antes assombrada com a tragédia getulista e agora renascendo como uma ópera prima uma primeira construção grandiosa.
Eu sou o samba de seu compadre Zé Keti orquestrado na Rádio Nacional que o país inteiro ouvia.
Era um mosaico de alegrias e tristezas que narrava da favela à praia do subúrbio à política. Os pivetes, o malandro, o trabalhador, o algoz, o fuzileiro, a noivinha, o deputado, a gatinha, o pilantra, o futebol, a escola de samba entremeados o que víamos na tela era o que víamos nas ruas em que vivíamos. E ao fim do filme no alto do morro a mãe espera o filho que não vai voltar a Mater Dolorosa.
Emocionado ao sair do cinema como filme corri a pegar o bonde que passava na avenida Nossa Senhora de Copacabana. Felizmente não caí.
Sómente depois muitos anos depois quando resolvi seguir-lhe os passos é que vim a ver não só seus outros tantos filmes a cada um uma nova visão
a construir um cinema popular socialista. Vim a ver o engenho e arte que articulava não só os filmes mas seu plantio nas escolas a de Brasília e a nossa em Niterói e na política de cinema no grupo de trabalho que criou o tripé para a ação do estado: a Embrafilme, o Concine e o Centrocine. Não basta fazer filmes tem que fazer política para assegurar-nos a presença na tela manipulada pelo imperialismo.
Há de ser desde o seu início com o seu primeiro o “Juventude” em 1950 sôbre os jovens de São Paulo como ele mas de que não ficou cópia e nem o original. E ainda em 52 apresenta ao Congresso do Cinema Brasileiro uma tese que é um marco no cinema brasileiro de antes e de depois: O modo de produção independente.
Insisto em que não precisa ancorá-lo é um êrro no neo realismo italiano seu cinema é o elo de ligação do cinema de autor no Brasil desde sempre notadamente Mário Peixoto e Humberto Mauro. Além de seus próprios viabilizou filmes dos outros como “O Grande Momento” do Roberto Santos, montou o “Menino da Calça Branca” do Sergio Ricardo, “Barravento” de Glauber Rocha, e o “Pedreira de São Diogo” do Leon Hirzsmam. E foi o grande animador do Cinema Novo e de todo o cinema que desde então se fêz no Brasil.

Tuítes

terça-feira, fevereiro 20th, 2018

Esquecer a mão que entorta
Apertar a estendida
Nem é o que mas o por que
Carnaval é o Brasil que dá certo
Primeiro o embargador depois o desembargador
O que embarga e o que desembarga
Tuiumim tuiutú tuiutá tuiutí
Se o supremo fôr supremo vai deixar o país votar em quem quiser
Velho não gosta que se tome intimidade com ele
É difícil pensar origináriamente
Ser original é buscar a origem
Eleições no Rio sob estado de sítio decretado pelo impostor
Vampirão quer sangue
Tudo que golpista faz é golpe
Imagina as famílias dos militares quando atacarem e forem atacados
Nem todo militar é golpista
Nem todo juiz é canalha
Só os da ribalta
Recusa exército
Não manda seus jovens soldados matar ou morrer a mando dos ladrões fascistas do planalto
Na caia na armadilha da mídia golpista e dos vendilhões da pátria
General: Não exploda o Gasômetro
General: Não exploda o Riocentro
À diferença de 64 é que não fomos pegos de surpresa e o país reage
Vampirão pirado vá pirar na transilvânia
O carnaval é uma explosão de vida não dá pros fascistas segurarem
A luta armada não foi a solução
A desarmada é o que nos resta
Neguinho não aprende vai mandar os soldados como bucha de canhão
General não entrega a tropa ao inimigo
Entrega?
A lei e a ordem é uma consigna fascista
A que não é é a justiça e paz
Apesar de golpeada a democracia tem o dom de renascer
Não queiramos a guerra mas não se pode chacinar a paz
Estapafurdeia-se a realidade
Por óbvio as pessoas devem votar em quem elas acreditam
O judiciário acata a farra indigente do judiciário no país
Os humanos são todos diferentes mas iguais
Vale pouco a vida?

Páginas

terça-feira, fevereiro 13th, 2018

E de novo o domínio do fato esses rábulas não aprendem
Ninguém deve se deixar prender
Condenado pelo que poderia ter havido mas não houve
A luta sempre é a luta de classes
Somos todos e cada um filhos de nossas épocas
Seria melhor um pouco mais de compreensão entre elas
O que é difícil
Ao invés de somarem-se opõem-se
E a todos atropela-nos a época
A geração dos 40 anos quer banir a dos 70
Os legítimos governos do PT foram o ponto mais alto da democracia brasileira o resto é golpe
O criminoso arbítrio de meia dúzia de janotas não pode prevalecer sôbre a vontade da maioria da população brasileira
Quem viveu 64 não tem como festejar golpes
Dispam-se os pré-conceitos
É preciso entender a real realidade sempre original
Terei que pensar que a minha geração é golpista?
Seduzida pelo imperialismo
Não estivemos juntos nas ruas pela democracia?
Nas urnas venceremos
Como pode um único juiz de província condenar no grito a voz de mais de 50 milhões de brasileiros?
Como pode o supremo permitir tal lambança jurídica instalada no país na perseguição a quem os colocou lá sem interesses partidários?
Anula o golpe!
Como o supremo não anula a sessão legislativa pérfidamente conduzida por um criminoso mês depois aprisionado?
Como pode isto ter valor jurídico politico social ou simplesmente humano?
E o supremo é o único cargo vitalício na república
Se ficar a pátria armada morreremos no Brasil
Meu barato é lápis e papel
Sou pré-moderno
Antes de aconselhar aos outros fico a aconselhar-me a mim mesmo
Em 18 Lulearei vou lulear
Meio verso é melhor que verso inteiro
O leitor completa
Quer dizer que quem promove o desenvolvimento e o progresso social do país é suspeito de corrupção?
Digam-me o que lhes não digo
Penso que frente à ofensiva fascista desde antes
E coroada com o golpe de 2016 que segue e prossegue inacreditàvelmente
Cabe-nos cerrar fileiras em torno a uma das mais importantes lideranças populares de nossa história
E aguardar sua decisão até o minuto final
O resto se discute depois
É um erro não confiar na história

Novas

quarta-feira, fevereiro 7th, 2018

O que esse merda tanto quer com a previdência se já está com o pé na cova
Na melhor errei o tom
Na pior acertei
Anula tudo supremo
Quem não faz sofre
Eleição sem Lula é fraude eleição sem fraude é Lula
O pior nem sempre está por vir
Já descemos aos infernos agora é subirmos aos céus
A solução é botar a cebolinha no cebolão
Ou botar o cebolão na cebolinha
O que seria de mim se não fôsse a juana
A juana me sossega
A juana me apazigua
Olhos pra ver coração para entender
Se achasse que deliro não seria delírio
E quem ajuiza o juiz?
É só passar um paninho
A personalidade é como o DNA
Não há iguais
A vida é infindável
A menos que nos chacinem a todos
24 tinha que ter sido a queda da bastilha
O negócio é encher o bucho
E afogar o ganso
Vai ficar a pátria presa ao complexo de vira-lata dessa elite de merda?
Só o teu faro é que te orienta
Fui caminhar e já volto
A ilusão de ótica promove a ilusão da consciência
Frases não as cultivo elas pintam
Sonhos não os cultivo
E us otru penhoraro o Supremo o Legislativo o Judiciário e o Executivo
Como em 64 e agora em 16 a mídia se esculhamba sòzinha
E cadê a vacina contra a epidemia golpista?
Eu também acho é a eleição
É preciso varrer nas eleições de 18 toda a canalha golpista
Hoje o mundo é melhor
Mas não para todos
E reina o selvagem instinto de sobrevivência
Que nos faz tolerar o império do mal
Para não sermos exterminados e aos poucos sendo