Archive for julho, 2018

Comidas

terça-feira, julho 31st, 2018

Não sou eu que cozinho quem cozinha é a panela
Tá mas não complica tá?
Tostei um lombo
Ele se impregna em você
E você sai à cata de outro
Bota pra tostar
Não sei quem me acompanha
A batata doce?
O purê de maçã verde?
E pra beber uma cachaça pura cristalina
E uma loura estupidamente gelada
Doce de banana ou romeu e julieta?
Um café pequeno
E um dois caprichado do bom
Sozinho ou acompanhado a cama te chama
Ao despertar um resto da cachaça
E um caldinho que sobra
Mais quatro anos de entreguismo e não vai sobrar nada
E ficam os idiotas a inventar foros e fofocas
A inveja é uma merda
A ambição é uma merda
Se não melhorar vai piorar
O relógio dava as horas ao chegar ao meio dia não tinha mais horas pra dar
Nem que não fosse ele o que não pode é meia dúzia de togados fraudarem processos e torturarem delações para impedir a livre manifestação do povo nas urnas
Há ganhos na vida não há só perdas
Há perdas na vida não há só ganhos
No comando um beldroegas não se sabe de onde vindo
E se eu disser que já não tenho o mesmo pique de outrora
Como já circunavegamos algumas procelas
O absurdo de agora ultrapassa as expectativas
Teria que ser ou vai ou racha na base do voto
Tem que ser
Pilantrinha e malandrinho tão aí pra enganar
De que lado estou de que lado estás
Se não for no voto como vai ser
No grito no tapetão na bala?
Quem ganha no voto nos representa
Quem perde tem que engolir
Até a próxima
Lula Livre Presidente

Velhos

terça-feira, julho 24th, 2018

O que é um velho?
Uma vida vivida
Não gosto de acidentes
Convivo com o efêmero
Mas gosto do sublime
Não é que a vida seja pequena e medíocre
A vida é coisa doida
Vai pra todo lado e pra lado nenhum
Us cara atrapáia
Bota estorvo
Aniquila por um trocado
Um país decente embargava a especulação capitalista
Ela não existe
Ela é virtual
Existe o trabalho
Que bota o pau em pé
De tanto falar vão acabar elegendo quem não querem
Não pode um operário ser de novo o presidente da República?
Se tu fores operário devia ser ao menos solidário
O Brasil é como um arquipélago sem base territorial comum
E ocupado pela nuvem de gafanhotos estrangeiros
O ciclo de uma vida é sempre diferente
Pode ser muito ou pode ser pouco indiferentemente
100 anos dele e 100 dias do nosso
O estado policial federal
Criminalizar a oposição é a tática do regime de exceção
Em qualquer lugar do mundo
É duro ter que ouvêr os idiotas na tevê
Us fedaputa viero carcá in riba di nóis
O problema no Brasil e no mundo é querer caber na hegemonia capitalista
Não tem pra ninguém
A vida é uma vitória sobre as circunstâncias
Se a pedra cair na tua cabeça é porque foste escolhido
Não repete o nome desses pestes diz assim aquele ali
Sem apresentar-se uma clara unidade de esquerda isso aqui vai ser um desastre
Criminalizar a oposição é uma tática do regime de exceção pró-imperialista
Qualquer mané togado inventa e imputa o que quiser
E outra meia dúzia de togados acata e impõe aos milhões de eleitores à espera
Os menos votados deviam retirar-se e unir-se aos mais votados
Diz aí o mais votado

Pedradas

terça-feira, julho 17th, 2018

Prato Feito: quem vazou o vai e vem da casa?
Relator delator relador
Esquerda unida Lula presidente
Não vi a roseira florir
Não vi a nuvem se abrir
Se sair alguém vai perder o visto de entrada
O capitalismo é um jogo
O capitalista é um jogador
A autoridade é uma merda
Geralmente é um merda
Se o processo é uma fraude o que mais há a dizer
O estado oprime porque tem o monopólio socialmente consentido da força
Por que os bilhões da humanidade são subjugados por apenas uns poucos milhares de exploradores?
É que é como uma pirâmide
Piramidal
Por pouco é mais que suficiente
Por que há pobreza?
Entre os primitivos o que é de um é de todos
Entre tantas palavras que vivemos uma me avulta: infiéis
Servem tanto aos suplícios das inquisições quanto às neo cimitarras atuais
O que é a justiça?
Quem é o inimigo?
Ao som de sirenes corremos aos abrigos ou corremos das polícias
A mandioca é uma invenção indígena?
É o de comer em casa?
Sou mais o saber selvagem que o saber civilizado
O selvagem é básico
O civilizado é sinuoso
Não resolve a vida e perde-se nas galáxias
O bem contra o mal terá existido desde os primeiros tempos?
O que não se lava hoje lava-se amanhã
O problema com os fascistas é o ódio que destilam
Por isso fazem guerra
Para apoderarem-se a ferro e fogo das terras dos outros
E assim fazem em cada esquina
Se deixar pegar o bicho o bicho vai pegar
Na cabeça rola o que nem pode rolar
Mas nóis quer!
E nóis é quem?
A grande maioria do povo brasileiro

O desencanto de um professor

segunda-feira, julho 16th, 2018

O desencanto de um professor
por Aydano André Motta
07/03/2008 13:07
O multipremiado coleguinha Chico Otavio presenteia o site da turma da coluna com um relato sobre reportagem que está fazendo para O Globo. Tem a ver com o fim das ilusões e algumas perspectivas de futuro. Veja só:
“No início dos anos 1980, quando eu mal havia saído de uma escola católica de padrões conservadores, tive de encarar o professor Sérgio Santeiro. O impacto foi grande. Logo no primeiro dia de aula, na minha estréia como estudante universitário, ele aprovou a turma inteira por média e falta. A partir daquele dia, pregou, apareceria quem quisesse. Mas as aulas de cinema com um dos mais delirantes representantes do cinema marginal continuava lotada. Ninguém se acomodou com a aprovação. Eu era um deles. estava ali, de boca aberta com tanta diferença. Com Santeiro, era assim. Ninguém acomodado.
Por uma demanda de meu ofício de jornalista, reencontro Sérgio Santeiro mais de duas décadas depois. Ele continua o mesmo rebelde (maiores detalhes estou guardando para a minha reportagem, pois não darei ao Aydano o prazer de me furar – já bastam as gozações rubro-negras com os chorões botafoguenses). Mas o estúdio universitário onde leciona, na UFF, está supreendentemente vazio.
Ele se queixa. Acha que os alunos se intimidaram com suas pendengas com a direção do Departamento e com a reitoria. Confessa a vontade de deixar tudo de lado. Vai ser uma pena. Não sou um rebelde como ele, mas Santeiro me ajudou a ver as coisas diferentes. Não quero aqui criticar o fim da rebeldia estudantil. Talvez o foco hoje seja outro (hip hop, funk, grafite). Uma certeza eu tenho: a universidade ficará bem mais triste sem ele.”
Deu para ver o que será a reportagem. Assim, orientação segura: não perca.

Lições

terça-feira, julho 10th, 2018

Vcs. vão condenar quem vcs. e a maioria da população sabemos que é inocente?
A trôco de quê?
Acho até que podemos tolerar uns malfeitos em nome da paz social
Ou viva em todas as delegacias as delações premiadas de doleiros empreiteiros marqueteiros e açougueiros em geral
Os judiciais estão a fim de judicializar as nossas eleições do povo brasileiro?
Ao ouvir falar em lei logo saca-se o talão de cheques
Infindas são as formas de talões de cheque
Uma nomeação uma promoção um parente uma propina um dígito
E tudo isso se dá pela ação direta do imperialismo
Sujeitando o país e seus recursos naturais e humanos à predação de seus interesses
As palavras são neutras não têm vontade própria
Quem as aproxima somos nós os que as usamos
E podem ser tantas que muitas ainda as queremos criar
Nem tudo que é alegre é bom
Não à toa chama-se de currais eleitorais
É onde está a boiada
Quadrúpedes os há por natureza e os há por opção
Embates entre equipes não são entre povos estados e nações
Mas o deles ganhou a eleição e o nosso está preso
Desvia-te das balas as dos canos e as das bocas
É difícil pensar em outros termos que não os seus
Pagar tributos de corpo e alma é natural
Só não pode abusar
Problema do Brasil o hegemônico não é o nativo é o estrangeiro
Cada geração pula a anterior
Quando necessário chuta-se as pedras do caminho mas sem machucar o pé
O que este golpe nojento fez com o nosso país!
Essa turma da tevê devia caprichar na fonoaudiologia
E ficam repetindo com suas vozes estridentes o que estamos vendo
Tevê ainda vive na era do rádio
Nóis dança entre as máquinas do sistema
Nos tempos que vivemos qualquer coisa é possível
Uma vida vale uma vida
Lula é o candidato único da unidade popular
Não se enganem a luta é contra o imperialismo
É preciso saber se mexer no xadrez do mercado
Fala qualquer coisa
Só se for uma coisa qualquer
Como cada um de nós
Qualquer

Loisas

terça-feira, julho 3rd, 2018

Ouvir dizer coisa mais choca
O que importa ser supremo se comporta-se como ínfimo
Tôsco miserável sinistro
Por que não anula o golpe e deixa as eleições correrem livres leves soltas
Elejam-se os mais votados
Não importa quem
Quem faz mais gol e voto ganha
Não invejo a vida de atleta nem pra ser campeão
São os atuais gladiadores
Sublimação social dos torcedores
Tá valendo
Nunca fui bom de bola e nem da bola
A melhor coisa que eu fiz na vida foi ter nascido
O infindo não é o infinito
Não sei se é mas faço o meu melhor
Futebol é jogo pra homem embora as meninas batam um bolão
O tempo é uma ilha
Se o executivo é falso o legislativo é falso o judiciário é falso quem vai se preocupar com a falsidade das notícias?
As verdades nos são vedadas
Jovens vimos o poder popular construindo-se e vimos a ditadura destruindo agora velhos o vimos de novo construindo-se e de novo vemos a ditadura destruindo-nos
Governos são amorfos não tem forma
O achamento desta terra depois chamada Brasil proporcionou uma opção que não o imperialismo
Debalde! Ele nos achou
É um jogo volte à casa inicial
É um jugo rebele-se
Viver o dia a dia não há alternativa
A oposição unida jamais será vencida
Desunida …
O país do samba futebol e cachaça não merece viver essa tragédia
Pátria latejo em ti
Ah se o Brasil fosse como o peão
É preciso que a vida de cada um independa dos demais
Quão estranho as coisas podem ser
Ó supremos haveis de acobertar as fraudes jurídicas da província?
Quereis a meia dúzia de vocês promover eleições gerais sub judice?
Acobertais a vil traição do vice e sua gangue
E o desastre que tardiamente descobrís da entrega do país ao imperialismo
Roubaram-nos em 16 querem nos roubar em 18 o golpe virou bienal?
E agora fazer o que?
Suspendei as hostilidades o mais votado vence