Muitas

Nem pra uns nem pra outros sou exemplo
Só sou exemplo pra mim mesmo
A poesia pede vida
A vida pede vida
Ninguém quer saber de morte
O meu combinado maconha e cachaça muitas vezes me impede de sair à noite
O macarrão não é mole nem é duro é no dente
Redes grades teias
Sou tipo olhudo olho tudo
Sempre leva algum tempo para acertar os ponteiros da história
Somente eleições livres afastarão o caos do golpe imperialista de 16
Nunca pensei que o que escrevo não fosse imediatamente inteligível
Enfezado é quando se está cheio de merda
E cheio de merda não se tem bom humor
É fácil cultuar o passado
Difícil é o que fazer no presente
Quem bate e rebate não precisa de debate
Tudo que virou comércio escapa à nossa individual vontade
Animal vem de anima é o que tem alma
Não gosto do cru prefiro o cozido
Bebe-se enquanto se come
Deixa estar
Entre o povo e a elite não hesite Lula Presidente
Finalmente entendi: é um golpe da elite ou dazelite contra o povo
Uns apressados emergentes que querem comer caviar
Velho é mais lento mas é mais certeiro
Até no presídio presidente preside
Falo pra quem não sei quem é
Não só eu somos tantos
Antes já existíamos
Mas o Brasil foi criado pelo imperialismo português e passado para o imperialismo inglês
Desde a guerra mundial vivemos sob o inclemente ataque do imperialismo nortestadunidense
Quando avançamos os emergentes locais açodam-se em retrocedermos
São de múltipla feição
Brotam como mato
Crescem como gafanhotos
E viram praga
A serviço da praga maior que engole o mundo
Como derrotá-los?
Pelo voto

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