Capitais

Não é só um sôro são soros
Não é só um moro são moros
Primeiro difama depois frauda depois condena
E seus pares entre pares confirmam a difamação
Nem pruridos nem escrúpulos o abuso é liberado
Desde o início da trama na 470 ilaciona-se
Frauda-se e condena-se
Entrementes o capital se agita
Não o nosso pobre metal
O deles o que passeia livre e solto em terra alheia
E ai se resistir: o golpe em 64 repete-se em 16
Não de todo igual não são os fardados são os togados
A pequena burguesia ascendente isto é um perigo
Um só juiz de província destrói o país
Difama frauda e condena
Milhares e milhares de vozes em toda a sociedade e no mundo
Opõem-se aos processos desses tribunais de exceção
A maioria do eleitorado uns sessenta milhões excluídos do sufrágio universal
À mercê das odientas táticas fascistas da condenação prévia
A democracia no país desaba
Um miserável complô de doleiros réus confessos e sinistros juízes
A data se aproxima as datas se aproximam
Pensam que sossegam?
A ciranda financeira dispara
A jurídica quer disparar também
Soros e moros
Matam o país e morremos
Desde oito oito renascemos para de novo em 16 cairmos
A dose é cruel e amarga
Primeiro a economia depois a política
Recessão?
Mas como?
O único país autossustentável do mundo?
Desde a primeira invasão portuguesa aferroado pelo imperialismo
Retrocessos querem nos manter colônia
Não temos opção
É vencer ou vencer no voto
Não importa a circunstância cada eleitor é uma bala
Capricha
Só o farol em ti cura

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