Lousas

Há quem ache aqui melhor que lá ou lá melhor que aqui?
A milícia que financia o ai que dó é a mesma que elegeu aqui o aro?
Podíamos nem se importar com quem está no poder desde que não fosse isso
A arma não ama
E surge o delirante não se sabe da onde
E põe-se a delirar
É a reforma é a reforma
E toda a macacada segue atrás
Só se fôr a dos reformados
A milicada delira
E privatiza vende tudo
E amanhã não temos nada?
Pra que tanto dinheiro
Pra que tanto poder
Se logo logo todo mundo vai morrer
Ao que parece a humanidade não quer mais saber de líderes
Prefiro a balbúrdia que 80 tiros
A desgraça é nacional
Quem ama não arma
O melhor curta é cumprir-se a lei do curta
O curta é o antídoto para o veneno do longa estrangeiro
Quem gosta de veneno é a cobra
Os vingadores já vingaram ou ainda estão vingando?
Os viajantes já viajaram ou ainda estão viajando?
Já dá pra acordar do pesadelo ou tem que dormir mais?
Ameaçado pela violência incessante propagada pela mídia burguesa o senso comum acha que é preciso mais violência para contê-la
Assim ela se propaga
Ninguém imaginou que seria a direita do reformado a achincalhar as armadas
E menos ainda que elas iriam entubar o achincalhe
Não se pode imaginar o que era a vida no passado
Não se pode imaginar a condição do negro no passado
Trazido apreendido de sua terra natal
Desterrado
Enquanto o branco aqui veio às vezes desterrado também mas por seus próprios pés
Não se pode imaginar a condição do índio no passado
Natural da terra invadida surpreendido nem hostilizava o invasor
Mas não se deixava apreender
Ao negro e ao índio o branco invasor massacrou
Assim nasceu a pátria nem tão mãe nem tão gentil
Ardendo em brasas somos um brasil

Comments are closed.