Freios

As autoridades democráticas deviam conferir a ele a condição de cidadão honorário em seus países ou cidades
Usurpado o governo só pode ser promíscuo
Não é por isso ou aquilo é pelo conjunto da obra do golpe
Por mais que a gente se esforce a vida é que toma o rumo
É difícil comparar
Cada um nasce a seu jeito
E vai buscando caber no mundo feito à nossa revelia
O que cada um fizer sozinho em nada altera sua vida ou o mundo
É preciso saber operar o conceito de luta de classes
Havendo classes a disputa é inevitável
E já não são os recursos escassos o que as opõe
O que as opõe é o acesso ao usufruto dos recursos sociais
Quem irá prescrever os meandros por que passam as sociedades
Com o extraordinário avanço da sociedade tecnológica não há mais carência objetiva de recursos
O que há é sua perversa distribuição planetária
Em que o progresso tecnológico que é produção coletiva ao invés de libertar aprisiona melhores condições de vida para todos
Não é mais um sonho é fato
Convertida a gestão dos recursos para o uso de todos
Que motivo haverá para disputas pessoais ou sociais
E se já podemos quicar na lua para ir a marte
Como não poderíamos partilhar o pão e o teto
De tal forma que eliminem-se a guerra e a violência
E permutem-se os bens e serviços entre todos
A incalculável fortuna que se gasta com guerra e violência basta para alimentar a todos os povos
Não sei quando para a humanidade surgiu a situação de uma minoria dominar a maioria
Situação inaceitável pois todos nascemos iguais e nus
Despojados de qualquer adereço pessoal
Mas já o que nos distingue vem a ser o berço
É de ouro é de prata ou é de lata
Qualquer revestimento no entanto não determina o conteúdo
O corpo não determina o espírito
O espírito não determina o corpo
Convivem quando sobrepujam-se nem sempre dá certo
Se for numa corrida até dá
Mas se for briga não tem como
É de quem sacar primeiro
É de quem tem arma maior
Não se aprisione nem o espírito e nem o corpo
E solta o velho
#LulaLivre!

(em 20 de julho).

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