Lances

Duas vezes presidente só não foi ainda a terceira por conta de um golpe judiciário
O Supremo não pode ainda acobertar mais um golpe contra a nação
Anula a fraude eleitoral
Açodadas com seus pequenos ganhos é uma pena que as autoridades não pensem na história
Não sei se há ou nunca houve alguma novidade no que se diz
Ouvi dizer que ela disse que é hora de nossa geração passar o bastão
O país no topo é um desastre mas na base a tudo resiste
Se eu fosse o velho botava um pijama e ia jogar gamão na praça
Nada contra as forças armadas
Mas se forças pra que armadas
Vem de antes vem de muito tempo
As sociedades nenhuma consegue abater seu caráter repressor
E aí não tem graça
Armadas pela sociedade é no entanto contra ela que seus mandantes conspiram
É uma pena
Carreiras rigorosas exigem de seus militares mais que aos cidadãos comuns
Formam especialistas de várias áreas notáveis
Ainda assim sob o rigor das casernas
Preparados para superar os problemas que lhes põem
Por que de repente se voltam conta a sociedade desarmada?
E querem mandar
Aí e então desmandam-se
Por serem força admiram-na
Nem perguntam de onde vem
Admiram a força
Submeteram-se a ela
E acham que devem portanto submeter-nos a todos
Assim desmandam-se
Desde a abertura nunca mais se viu militar mandando no pedaço
Ou me engano?
Foi preciso agora
Na revolta do baixo clero que a praga voltou
Sai pra lá tempo ruim
Ordem unida é carma da civilização
O véio escapou de ser peão no campo para ser peão na fábrica
E nisto a elite burguesa morre de inveja
Não porque quisesse ela ser peão no campo ou na fábrica
Mas por ser incapaz de conduzir o país a dias melhores como fez o peão
E o peão é imbatível
Porque nunca perde a peãozice

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