Malogros

É futebol nosso time contra o deles favor não atirar no gol errado
Incendeia galera incendeia incendeia tô incendianu
Nóis é quem queremos eles é quem não queremos
Ainda falta muito jogo nesse jogo
Nenhuma política cultural jamais incomodou o imperialismo
O rei não gosta de quem é mais realista que ele
Se muito puxar o saco arrebenta e sempre do lado mais fraco
Crescemos nas mesmas águas embalados nos mesmos sonhos
Aportamos em portos diversos
Conhecemos outras baías
Quem não é o mesmo é diferente
E assim vai-se a monotonia da vida
Quem me chamar primeiro eu ouço
Se não me chamar não vou
Não é correto falar de escravo mas escravizado
Não é correto falar de africano tantos foram os povos de lá aqui sequestrados
Apologia ao nazismo não à tortura sim
Imagina enaltecer a tortura em pleno Congresso Nacional
E foi né até hoje tá lá
Entre isso e o nada prefiro o nada
Tolerou-se o intolerável
Nem precisa nada basta uma carteira na Caixa lastreada por todos os recursos da área é como o minha casa ou o crédito agrícola
Um insiste que sim o outro insiste que não
Lá a repulsa ao nazismo aqui o elogio à tortura
Cê compraria um carro dele? Nem eles
Os protestos no mundo não são ideológicos
São contra o modelo de industrialização predatória
Qual não é?
É bom inventar uma que não seja
A gritaria e a risada ocuparam o país
O que não faz rir não é bom
É o que dizem
Derrotar a esquerda como assim?
Com o calabouço o cala a boca?
Derrotou foi o resto da direita
A mais ou menos ou nem tanto
A disfarçada
Nem neo-liberal não é
É meramente colonial
Amansaram a prole?
Se não a casa cai
Vou ganhar o é-de-tal com “A Noiva do Drácula”
Não é só porque é nazista é porque é asnista
Consegues domar a tua fera ou é ela que consegue te domar
A dialética é uma conversa entre termos
O mal do mundo é a guerra
A guerra é o mal do mundo
O pior é que o imperialismo sempre encontra algum nativo disposto a serví-lo

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