Archive for the ‘Sem categoria’ Category

Eras

terça-feira, abril 26th, 2016

Ainda não agora
A cada dia retomar a vida
A frase precisa ajudar-nos ao que fazer
Quando as coisas estão ruins é preciso torcer pra que não piorem
Se eu quiser eu vou buscar
Afetos necessàriamente não se perdem
O pensamento é anàrquico
Temos que ir botando-lhe peias
A expiação nacional pode fazer muito mal
De tanto aceitar o inaceitàvel o inaceitàvel não nos aceita
Interêsses paroquiais prejudicam os gerais
Quantas vezes teremos de voltar aos pontos de partida
E não vamos conseguir domar o progresso?
Pensar um pensamento pròprio seu é difìcil
Mas é preciso
E o fazemos pelo menos o mìnimo ou não sobrevivemos
Temos que atravessar as ruas
O cinema é um divertimento não hà como não ser
A tela por ser magnética nos abre um intervalo em quem a assiste
A vida é então vivida nas imagens que vemos
Encasulado é mais tranquilo
Demorou melou
Errando a entrada não se encontra a saìda
Às vezes ficamos em beiradas opostas
O outro é o outro não é você
Sòzinhos nascemos sòzinhos morremos
Como lidar com o mundo enorme que nos cerca
A intolerancia a intransigência a insolvência
È preciso parar o golpe legislativo e judicial contra o Executivo
È uma revanche burguesa atentando contra o paìs
È um complô burguês que se serve da classe média como massa   de manobra
E pensar que se pode morrer à   tôa
Se não erradicar-se o golpismo o paìs ainda vai sofrer muito mais
Derrubar o governo por vìs motivos é tràgico
Antes que seja tarde é preciso destituir o Legislativo e o Judiciàrio
Legislativo e Judiciàrio unidos no golpe contra o Executivo para entregar de vêz o paìs ao imperialismo.
Que o 1o. de Maio não seja dos golpistas
O golpe burguês é anti-popular e anti-nacional
O que serà do paìs com a vitòria do golpe imperialista em marcha?
Por uma frente popular de libertação nacional

Atrações

terça-feira, abril 19th, 2016

A única pesquisa que presta é a das urnas
Este absurdo justicialismo vem desde a 470 acusando e condenando sem provas
Quem acha que o governo é impopular então ganhe nas urnas
Delação não é denuncia e premiada é o mais abjeto dos subornos
Muitos falares e poucos agires
Não reajo bem aos comandos do destino
Aconteceu tem que encarar
A cada dia fica mais claro é esquerda ou direita
Prévia ou não constrangido ou não se o congresso aprovou e fôr crime então é cúmplice
Enquanto o Supremo não se redimir da 470 a baderna não acaba
Quando moleque aprendi na rua: faz um risco com o pé no chão quem estiver do lado de lá é inimigo
Atenção com a malandragem jurídica
Não ponha os bois na frente do carro
As gerações não se comunicam elas se intercalam
De qual lado vês o futuro
O brasileiro nos diz mais que o estrangeiro
Sofisticado demais para poucas palavras
Nem sempre as palavras aparecem
Agoniado não sabe o que   fazer
Não faz marola
É só mesmo a minha burrice que me põe nos piores momentos da minha vida
Não basta querer tem que conseguir
Se jogar pro outro o outro leva a bola
O golpe pode ser a véspera da revolução
E se os golpistas perderam na Câmara?
O dia que será nunca será o dia que foi
Aguardar o que não se aguarda
Recomeços são inevitáveis
Sai da reta porque a vida faz curva
Meus humores vão-se pelos ares
Mura o mar
Nunca diga não diga talvez
O embaraço quer parar o vôo
O derretido perde a consistência
Quem não sabe jogar não carrega baralho
Quem não sabe o que faz faz o que não sabe
Não pode ter golpe
Um monte de urubu esperando a carniça que não vem
Não é possìvel que o paìs inteiro fique refém da bandidagem
Outros tempos virão.

Sabenças

terça-feira, abril 12th, 2016

Se parar vou enferrujar
Ela aparece
Meu filho você precisa falar mais devagar mais baixo e menos
Depois que cada brasileiro tiver um teto e três refeições pode-se pensar no que vem de fora
Diz que apenas 3 cardeais é o que sustenta a tirania no cinema
O que eu quero é ninguém azarando a minha sorte
Comer   quem tanta gente jà comeu não deixa de ser uma facilidade
Quando deus não quer ninguém briga
Ela deu as cartas
Devia ser proibido achacar devedores
Hà quem diga que eu sou uma mulher sem problemas
Cada povo tem direito à sua terra ancestral
A partir daì desenhem-se os mapas
As forças armadas precisam deixar de ser bélicas
Elas tem enorme capacidade cientìfica e tecnològica
Podiam substituir com vantagem as empreiteiras
A forma é a mensagem
Respeitai os sentimentos
Bom é o limão que custa 2 real a penca
Incrìvel que depois de tudo ainda se acredita em burguesia nacional
Ninguém pode erguer a mão contra seu semelhante todos nòs
A comida orgânica é a ùnica que o governo devia oferecer à população à boca e aos olhos
Com essa chuva ganhei uma cachoeira aqui no morro atràs
Quem conhece sabe
Faço o melhor que posso para que eu possa
Eu vivo em um outro registro que você
Por que desculpas pediria?
È sò   botar a mão que você fica mais fàcil
Se cuidar das derrotas ao invés das conquistas vais acabar derrotado
Não fortaleça os obstàculos
Sò fico esperando cair na minha àrea
O que se vive nunca mais se vai viver
Agora abre
E quando eu causar?
Em volta à lua vejo um halo
Antes sò que muito acompanhado
Mirìades de corpos celestes
Estranhos mundos construimos
Não se precisa de tanto
Quem mora sòzinho não tranca a porta

Perdidas

terça-feira, abril 5th, 2016

O problema é que o congresso não legisla
Vive de fofoca
A não ser que leve algum
Pior não é roubar é ser roubado
Acabancine
Quem não mente?
É consentido grampear?
Impixe é golpe
O bom é a paz com o fim da guerra
O de cima não conhece o de baixo que não conhece o de cima
Neste momento da vida não dou conta nem de mim
É curioso no Supremo o ressentimento contra quem os nomeou
Só 18 não é golpe e não vai ter golpe!
Constituinte com Dilma até 18 aproveita as municipais e elege os constituintes
O único barato destas comichões na Câmara é saber quem são os golpistas
Esquerda ó esquerda se não juntar esfarela
Exercícios de ex-futurologia
E se houver … alguém quer ensinar a presidenta a clandestinidade?
É preciso acabar com o condenancismo no país
Olhei mas não comi
Cheirei mas não provei
Bebi e não cuspi
Não existe meio golpe interromper o mandato popular da Presidenta é golpe e consentir também é
Cabe à Câmara barrar o golpe senão é golpista também como em 64
Estou lento e fagueiro
Quando a música acabar todo mundo pára de dançar
Se não tiver certezas não terá valido a pena viver
Depende de que lado você está da coisa
O fracasso de Cristo é que lhe deu a glória
O estado nacional quer um pacto com os índios vocês cedem o que ocupamos e nós garantimos o que lhes resta e nem isso cumpre
A esquerda no poder não tem margem de manobra
Quem tem biografia a concorrer com a Presidenta?
O Brasil não é a fofoca de Brasília
Depois da Câmara tem o Senado depois o Supremo e depois o povo
Contra princípios não há argumentos
Desarmado enfrento nada
Quem vive intensamente a vida sabe que de repente pode tudo acabar
Quando era mais menino acreditava em tudo
Mel e sal não se rejeita
Ninguém està obrigado a acatar um golpe de estado.

Tesouras

segunda-feira, março 28th, 2016

Como gostaria de dizer verdades
18 é 18
O dia e o ano
Precipitar-se é precipício
Não há nenhum desdouro em ser julgado
Pior que o impití é o PT impor no Rio aliança municipal com o PMDB
A equipe da Presidenta é de exclusiva alçada dela mas como o Brasil tem milhões de técnicos de futebol a torcida pira
Se é para impixar impixa o PMDB
O maior erro das democracias é não desmontar o aparelho de repressão do Estado
O problema dos outros é dos outros
Ou o Brasil acaba com a saúva ou a saúva acaba com o Brasil
Cada um tem que saber quando sua hora chega
Eu vivo outro tempo
Literário ou fílmico registre-se
Pobre justiça sua arma é a chantagem
Aprendamos com a natureza
Alea jacta est: Ali está a jaca
Sem esquecer que a Presidenta é a comandante em chefe das Forças Armadas grampear seu telefone é um ato de guerra que atenta contra a segurança nacional
A questão não é amar é conviver
A Presidenta podia convocar uma constituinte original para passar o país a limpo para 18
O governo governa
Eu amo você
Seu bombom
Bom! Bom!
Bem bom?
Sim meu bem!
É fácil ter idéias difícil é executá-las
Quando a hora surgir veja como ela vem
Pessimismo não empurra pra frente
Pra que pressa mais dois anos e elege-se quem quiser
Tudo pode acontecer
Aproveita e resolve nas municipais: pelo municipalismo
As vassouras janistas varrem-se sózinhas
O cinema é um monte de coxinha atrelado à lava-jato que é a Ancine
O Obama devia renunciar e indicar a mulher para sucedê-lo
Até salsar ela salsa
Será que ela tanga?
Será que ela samba?
A violência no Brasil é uma dívida inadiável
Inadiável.

Razões

segunda-feira, março 21st, 2016

Tudo que separa é triste
Mas se não é pior
Me mama
Por que sou nervoso preciso é de tranquilidade
Melhor agir que falhar
A lògica não é a minha praia
Ninguém pode ser outro
Cada povo sua cruz
Não costumo discutir paìs dos outros
Basta uma bagana pra botar a molecada no xadrez
Tiê tà aì, Aqui num tà você levô
Tenho conquistas extra sexuais que ninguém vai tascar
Cada um ajeita do seu jeito
Devo sò pago se quiser
Não é o govêrno é o sistema
Não se castre
Fui morar na minha mansão pra ver se o jato lava
Governos governam e se sucedem se não foi bom elege um melhor
Quem é você menino quando você nasceu jà eu estava na batalha
Namoro a poesia desde cedo sou òtimo aprendiz
O bom de estar sòzinho é que dà onipotência
Se eu durmo com teu travesseiro nem preciso de você tenho o teu cheiro
Viver cada dia é melhor que morrer no futuro
Tiê tando é tietà
Novas gerações idéias velhas
Como um laço de fita
Vou bem mas não convém
Saì pra beber 3 chopes mas o amigo me fêz gastar 100 real
Pena você negar sua seiva quente
Adoro estar na minha casa
Pobrema: frango com cenoura ou com batata doce
Quando a tapioca acabar …
O ato não é uma coisa delicada
A gata dà
Como eu agradeço o carinho das gentes
Tô devagar mas andando
Ela sabe o que eu quero e nem sempre é poder
E aì desconfie que alguma matreira lhe roube a prêsa
Tolinho
A prêsa é livre

Colares

domingo, março 20th, 2016

13 de março é roubada confronto não dà é munição pra direita deixa o bonde passar

Não açula não acirra não confronta
A esquerda està obrigada a vencer as eleições municipais em todo o paìs
Não é possìvel que não haja como parar a chacina jurìdica em curso
Um sò verdugo extorque julga condena e pàra o paìs
Em cada municìpio vê se elege a esquerda aì
Confronto no dia 13 é sò pra quem não viveu 64
A politica no Rio é triste porque aqui o PT nacional impõe ao local a submissão ao PMDB
E aqui duas vezes elegemos o exemplar governador gaùcho
Em qualquer lugar até no botequim depoimento sob coação é totalmente nulo
Um governo reeleito é duplamente legìtimo
Se  eu não tivesse horror a fascista até te convidava para um drinque comigo
Quem é de esquerda não pode concordar com a direita
Deixaram passar a 470 agora reclamam do lavabosta
Meio termo é coisa de mané
Não bastasse o turbilhão mundial resolveram inventar um turbilhão nacional
Se a direita não està satisfeita é porque o paìs està no rumo certo
Se cada mané jurìdico quiser 5 minutos de fama não vamos ter  sossego
Se o PMDB quiser sair do governo e jà vai tarde deve o governo convocar o que hà de melhor na esquerda puro sangue
Sugesta aos exibidores do bem se é que existem: sempre que exibir um longa estrangeiro cumpre a lei do curta e exibe um nativo com 5% da bilheteria pra êle
Cada sala escolhe um curta por semana enquanto seu ministério não vem
Sem é-de-tal é paraìso
Mesmo sem golpe cuidado com o galope
Preciso ir-me jà
Num paìs de  grileiros em que hà séculos se rouba a terra alheia chega a ser cômico o ràbulo declarar que a propriedade não é a da escritura
Não me atribue a tua ignorância
Se  alguma bicicleta me atropelar denuncio o governo pelo “dominio do fato”
Serà que São Pedro é petista? E se passear no domingo é golpista?
Mandei vir a cortesã mas ela quer que eu lhe faça a côrte
Arrecua os arfe
Manés não se iludam o inimigo é o imperialismo
Institua-se o salàrio ùnico é 1/210 milhões do PIB se quiser mais salàrio aumenta êle
O Supremo devia afastar o presidente da Câmara que està submetido à comissão de ética  da propria Câmara
A questão não é quem sai às ruas é quem nelas tem que  dormir
A revolução não é um arroubo é estrada
O que você vai ser quando crescer meu filho: eu quero ser delator premiado
Foi êle foi êle
E delata o proprio pai
Desde que o mundo é mundo e que o Brasil é Brasil pilantragens hà mas não se và parar o paìs por causa disso
Abisma-me tanto chororô

A Gilsan

terça-feira, março 15th, 2016

   A Gilsan

Não é raro que irmãos sigam a mesma profissão e no cinema desde seu começo os Irmãos Lumière.  Gilberto e eu ele um ano e meio mais novo chegamos ao cinema mas por diferentes caminhos ambos na época dos colégios quando geralmente se inicia a carreira na vida.

Eu vinha mais do interesse pela poesia e literatura ele pela fotografia. E agora é que descobri entre os guardados da família aqui em casa uma de suas primeiras fotos a de sua jovem musa Dodô.

Acabamos nos encontrando como a maioria de nossa geração na Cinemateca do MAM ele no curso em 1965 que resultou no curta “Problema de Regência” dirigido por Paulo Chada de quem tornou-se amigo.

Eu mais interessado nos filmes e demais atividades acabei tendo-o como parceiro na fotografia de meu primeiro filme “Paixão” em 1966 e depois como montador em outros mais. Sem ele não haveria o filme e sua fotografia foi maravilhosa.

A filmagem era meio imprevisível, filmamos em favelas, na PUC, na praia cenários difíceis de luz e enquadramento. A porta de entrada para quase todos nòs na época foram os festivais de cinema amador JB-Mesbla.

Além do meu Gilberto fotografou se não me falha a memória “O Homem e a Fome” de José Alberto Lopes e “Nadja” de Paulo Paranaguá. Sua presença na Cinemateca ainda se fez então na edição de um catálogo sobre o cinema direto.

A partir daí fui eu como assistente de Carlos Diegues em “Os Herdeiros” e ele como fotógrafo de cena em “Capitu” de Paulo Cezar Saraceni.  Em seguida segui eu com meus curtas e ele entregando-se à montagem em mais de 30 longas e curtas.

Ainda em 67 realizou sua pequena obra prima “Cordiais Saudações” vida e obra de Noel Rosa. Ali temos as inesquecíveis presenças de Almirante, “a maior patente do rádio brasileiro”, Araci de Almeida e Marília Batista, as mais próximas intérpretes do compositor, e sua mulher Lindaura.

E na equipe de craques Pedro de Moraes, Juarez Dagoberto, Andreone, na assistência Paulo Martins, narração de Tite de Lemos e Baden Powell no violão, co-produção da Cinemateca do MAM e financiamento da CAIC (Comissão de Auxilio á Industria Cinematográfica do Estado da Guanabara). E fêz mais dois curtas igualmente singelos.

Foi um enorme choque ao ir à sua casa atendendo ao chamado de amigos da Cinemateca que estranharam sua ausência por mais de três dias.  Convidado por Cosme Alves Neto alguns anos antes veio a sucedê-lo na direção da Cinemateca após sua morte.

Ao atender o telefone pareceu-me que não seria tão estranho o seu sumiço todos nós somos dados a sumiços de vez em quando. Podia ter viajado. Logo no entanto me dei conta de que podia ser pior.

Ao entrar em seu apartamento chamado o chaveiro já que a porta estava trancada por dentro o que uma pessoa que mora sozinha nunca deveria fazer foi que deu-me um enorme choque vê-lo caído no chão inerte, só de blusa, todo mijado mas desperto e consciente.

E pediu-me água, estava cheio de sede mas não me atrevi a dar, sem saber às vezes pode ser fatal.  Não fossem os amigos da Cinemateca não saberia o que fazer, apenas o acarinhava de leve, sem mexê-lo, e chorava. Pode parecer bobagem mas nunca pensamos que o mais novo vá primeiro.

Chamada a emergência fomos eu e ele na ambulância já ele sem muitas reações e eu idiotizado preocupado com os saculejos do carro e com o tráfego àquela hora infernal. Outra parada difícil o bom atendimento no Miguel Couto cheio de necessitados e também ele a essa altura diagnosticado o AVC.

Nada entendo de medicina, doenças e remédios não fossem novamente seus amigos da Cinemateca e continuaria eu sem ação já que a transferência para o hospital do plano de saúde Bradesco que o MAM mantém para seus funcionários teria que aguardar a liberação e transporte autorizados pelos médicos.

Desde então e por tantos mais só me restou visitá-lo a cada dia nos avanços e recuos do quadro clínico agravando-se e mais os amigos e amigas que acorriam também para assisti-lo. E ainda perguntou-me se tinha sofrido um AVC e eu confirmei.

Foi grande a sua resistência desde o início.  Imaginar que tenha ficado sem comer e beber por três dias sem socorro no chão de casa ainda mais hipertenso e diabético.

Até que se foi felizmente já com a presença de seu único filho Manuel vindo rápido da Austrália onde mora e sendo ainda reconhecido por ele antes do definitivo coma. Seu tempo se cumpriu o nosso continua se cumprindo.

Fico feliz de promover a exibição de seu “Cordiais Saudações” sempre que possível. E fico feliz de ver que se possa guardá-lo também neste livro.

Rio, 15 de março de 2016

Sergio Santeiro

Coisas

quarta-feira, março 9th, 2016
Prefiro encontrar pessoas casualmente e não causalmente
Pena que do bar não se arraste um pé
O cigarro no escuro é uma brasa
O cachorro que chora onde mora?
Jà saiu de cartaz o filme que eu queria ver?
O natural impõe-se sobre a terra
Passo o dia dormindo e de noite acordado
Mistérios pessoais não se revelam
Ingratidões
Quando eu fingir que vou você finge também
Andar em casa é melhor que andar na rua
A noite dorme e o dia acorda
Parece que sou prêsa fàcil de anseios femininos
Você quer comer comigo?
Cada um na sua ostra
A estrêla que anda é um avião
Quem não quiser botar corpo e alma no curta por favor abstenha-se
Quem corrompe no Brasil é o imperialismo
Revolução Municipal: a esquerda precisa escolher entre os seus os que tem mais votos
Às vezes tenho uma gata para acochambrar
Ganha a eleição no municìpio e depois conversa
A intimidade não é assunto para mais ninguém
Eu vi uma folha caindo
Quem é de esquerda não é mais de esquerda que ninguém
Eu queria mesmo era ganhar um premio Oscarito ou Grande Otelo
Contento-me com o pouquìssimo do muitìssimo
Não é o que fizemos mas o que fazemos
Como era bom o meu bombom
E começou o besteirol esquerdòide quem é de esquerda não apoia delação
Là vem a lava
Lama a jato
Paìs é uma ficção geogràfica criada pela burguesia internacional para sufocar os povos de cada região do planeta
Desde a Companhia das Indias Ocidentais
Crises sò interessam e são fomentadas pelo imperialismo em todo o mundo
No que se chama de democracia o melhor juiz é o eleitor de 4 em 4 anos
Togado é o que toca o gado?
O tempo não corre
Cuidado com as operações para-militares da PF
Não açula não atiça não acirra
Nada não é polìtico

A Guerra do Paraguay

sábado, fevereiro 20th, 2016

A guerra do Paraguay (o filme de Luiz Rosemberg Filho)

Um filme de agora. Aos que vão morrer. Em nome do quê em nome de quem. . O mais extraordinário conceito dos anos 60 foi o reconhecimento da autodeterminação dos povos. Dos povos não de países não de estados. Quantos povos são reprimidos em cada país?

: – Eu vim da guerra. Vencemos. Eu sou um soldado do Império! E bate o tambor.
Desde o início tambores ressoam uma forte sinfonia em meio a sons de guerras.

: – Um soldado do Império o que fiz foi cumprir minha missão chacinei gentes como nunca tinha visto. Eu sou um patriota!

E encontra um soldado derrotado por ele derrotante. A esgrima de diálogos no envolvimento de uma dramaturgia plena e explícita em bailados de vida e morte.

E encontra a vida. A vida veio vindo numa carroça atemporal que contém o mundo puxado à força das mulheres. E então assistiremos ao duelo sem nem mais nem menos sequer uma palavra . Seu segredo é a depuração.

E então assistimos ao combate entre a bela e a fera. Sentimentos pensamentos eternos na parede bestial dos que servem ao poder. Servís repetidores das cartilhas da opressão.

Entre as belas e a fera. A bela mais velha sábia de humanidades e a menina mais nova. A menina é primal. Como falar de interpretações tão densas tão irmanadas nos personagens que vestem. Uns e outros são como cada um um só. Pega-se tão só os poucos personagens e desenha-se o mundo. Nem mais nem menos.

E mais o ator câmera que é só o olhar contracenando no drama mais perto ou mais longe recortando cenários espaços e perspectivas e reconhecido pela bela mas não pela fera. A bela fala conosco e fala por nós. A fera nem nos vê. Sons de guerras.

Lembrei Guernica. Nem vou falar das referências. Lembrei Bergman. Lembrei Beckett. Brecht é proclamado. A fábula é universal. A aldeia é o mundo.

A riqueza no entoar das falas nos permite acompanhar nítidamente os embates do pensamento os mistérios da poesia contra a barbárie. A soldadesca defende-se com seus tenebrosos méritos de porta medalhas tantos matei mas o soldado do Império jamais verá o imperador. Ufana-se de não ser senão as vidas que ceifou.

Como se explica o império bonachão o último a libertar os escravos depois de chacinar país afora todos os movimentos sociais populares mandar matar e morrer além fronteiras.

A história que celebram não é um panteão de heróis é um mísero desfile de carrascos e assassinos a espalhar fomes e misérias. E que traiçoeira se defende com Deus Pátria e Família.

E parece enternecer-se com a menina seu oposto. A bêsta é atraída pelo que acha que é o frescor da inocência. Mas a menina é primal e devolve-lhe o bordão: um soldado do império num tom único de desdém e asco. Sua única frase em um tom único jamais visto.

A bêsta leva flores à mais velha. A que confronta e demole sua missão de guerra. Ela é a vida.

Não às guerras! Qualquer guerra. Guerra nenhuma. Em nome do quê em nome de quem? A paz desarma a guerra? A guerra azuldanubeia-se com a paz? A atroz fatalidade a crueldade cumpre-se.

Mas o nosso filme preserva e eterniza o libelo da paz. Ontem no passado hoje no presente as máquinas da guerra em toda parte. Já nem mais se vai à guerra manda-se a guerra nas bombas nos bancos nas telas nas tevês nos ares.

Como às guerras responder? Resistindo e afirmando emocionado o libelo da paz malgrado todos os pesares. A ninguém é dado erguer a mão contra o seu todos nós semelhantes. A humanidade um dom da vida é semelhante a tudo que vive.

Guerras jamais!

Rio, 19 de fevereiro de 2016. Sergio Santeiro.