Archive for the ‘Sem categoria’ Category

Cidades

segunda-feira, março 20th, 2017

A cidade bomba
De coisas de gentes de carros
Se amontoam se acotovelam para ter um seu espaço
Espaços na terra não são infinitos
O que um ocupa o outro não pode ocupar
Empilham-se?
Até onde podem empilhar-se?
É preciso inventar o desdesenvolvimento
Precisa que a humanidade se revolte contra a desigualdade
Que é uma desumanidade
Pra que voar para as estrelas
Se não soubermos como viver na terra
Aonde foi parar a lógica da preservação da espécie?
Demais não é bom
De menos também não
Quantos amanhãs até o próximo hoje
Quantos hojes até o próximo amanhã
O que não é biodegradável é biodegradante
A juventude quando adulta emburrece?
Denúncia sob tortura vale nada
Tortura é crime contra a humanidade
Imprescritível
No capitalismo o que se chama propina é apenas comissão de venda
O meu eu não se conforma com o teu tu
Eu exploro tu exploras ele explora
Eu te e tu me
Tu me e eu te
O desmiolado desmiolando-se desmiolou-se
Cuidado com o mané se for depor periga não sair
Esquece a vírgula pensa no sentido
Importa o que quer o povo o resto não interessa
O sonho do bandido é prender o mocinho
O sonho do imperialismo é ganhar o país
No corredô é que é bão
No corredô é mió
Os chicaneiros se apoderaram do país
E seguem as estúpidas ordens de um gerente senil de banco estrangeiro
Não há de ficar pedra sobre pedra na economia nacional
E a gringalhada se esbalda
Nunca foi tão fácil

Saltos

terça-feira, março 14th, 2017

Ela não quer!
Golpe provoca maremoto
O problema nem é a bala perdida
O problema é ela te achar
Ao que parece a vaca atolou
Vaca atolada só é boa no prato
Às vezes eu causo
Às vezes eu canso
Pra sair do atoleiro um novo governo tem que ser radical
Precisa abolir os direitos de fora em favor dos direitos de dentro
Priorizar o social em troca do individual
Ao invés da predação investir na comunhão com a natureza
Sempre que possível reverter o industrialismo
Reforma agrária: a terra pra quem nela trabalha
Erradicar o latifúndio
Banir o imperialismo
Extinguir a violência
Aprender a viver em paz
Garantir o pleno emprego
Garantir a plena moradia
Esvaziar presídios o mais possível
Instituir o salário único
Repetir não é estôrvo
Quem sabe convenço-me
O país borocochou-se
O que se diz não se sustenta
O que se fala não se ouve
Enquanto isto a gota pinga
E logo vem a enxurrada
O nativo tem precedência sobre o forasteiro
Caber sempre cabe
Só não cabe o incabível
O que acontece quando o país recua
E ausenta-se de si
Por toda parte recuos
Até mais não poder
De que restará um resto
Um resto pra recomeçar

Hojes

segunda-feira, março 6th, 2017

Não meta fora meta dentro
Mesmo que não procure acha
Não pode me ter sem meter
Ufano-me do profano
Descarado não tem cara
Aprecio a leveza desde que não pese em mim
Sózinho não caibo em mim
Não acho o que procuro
Só quero paz é tão difícil?
Se olhar pra frente não vejo o que vem atrás
Se olhar pra trás não vejo o que vem à frente
Se desligar eu desligo
Qual é o barato do milionarismo?
Como pôde essa quadrilha apoderar-se do poder?
Vaia no golpista!
E lá vai o Imoraes golpista pro troninho
Numa noite de vigília fui nomeado
Foi um oráculo
Eu sou Capim Queimado
A publicidade nos meios de comunicação especialmente a de governos não é uma forma de propina suborno e corrupção?
Se tirar a propina dos governos a mídia quebra
E mesmo com a propina a mídia derruba governos
Além da costumeira sonegação de impostos
E da publicidade imperialista geralmente grátis
Criminalizar a policia e suas familias é a mais nova novidade dos ilegítimos fascistas no poder
Sempre é preciso discernir o branco o preto e o cinza
Posso errar mas excedo-me em acertar
Como refazer o que essa canalhada anda destruindo
O descaminho de uns sacrifica a vida de todos
Como é que em tão pouco tempo se faz tamanho estrago
Bandidos de todas as latitudes se juntam pro botim
É preciso expulsá-los de nossas longitudes
E derrotá-los com suas platitudes
De onde veio o sinistro império do dinheiro
E pra onde vai pra lugar nenhum
E pra onde vamos ao findarem os dias
A longa noite não é pra ter medo foi de lá que viemos
Diz que o universo se contrai e expande como um coração
O mais e o menos são nossos limites
Não há como poder ultrapassá-los

Segundos

terça-feira, fevereiro 21st, 2017

Você quer que eu corra
Você quer que eu morra
Eu não corro não
Eu não morro não
Coisa estranha vida estranha
Meus coevos no poder
Não éramos assim
Ou éramos?
Que me lembre éramos todos na pindura
Rachando pratos populares no boteco
Sempre tinha uns mais safos
Sempre tinha uns abonados
Mas não eram e nem eu bêstas
Palavrinha ou palavrão a palavra tem condão
Se me esqueço é que não mereço
Pulando que nem pipoca às vêzes é só caroço
Nem sempre é bom ocupar a vaga
Nem sempre fui mas ainda vou
Juntar os quês às veiz atrapáia
Questões complexas não se resolvem com botinadas
Já que não prendem os bandidões podiam soltar os bandidinhos
Há os bons cacos e há os maus cacos
Sortilégios nem sempre são sorte
Hoje tem sol e lua ao mesmo tempo no céu
E ainda há quem diga que a vítima é que deu mole
A vida é a prova dos nove
Mais vale quem mais vive
Nao há resposta sem pergunta
A perder de vista
Anula tudo!
Não dê conversa pra quem não dá ouvidos
Não dê ouvidos pra quem não dá conversa
O limite do sono é a vigília
O limite do sonho é o trabalho
O limite da faina é o cansaço
O limite da escrita é o papel
O limite do outro é o querer
O limite da vida é o nada
O limite de mim sou eu
O limite é onde tudo acaba

Acidentes

segunda-feira, fevereiro 13th, 2017

Vivemos uma ditadura acidental em que o ilegítimo crava um vitalício para inocentar-se
O ilegítimo que é pau mandado do gerente que é pau mandado da matriz
O supremo virou ínfimo
Por que a revolta popular não é pré-revolucionária?
Porque é desorientada
Foi-se o tempo das revoluções?
Foi-se
A complexidade da vida contemporânea neutraliza a construção do socialismo
A disparidade das condições de vida impede o acúmulo de forças na população
Que a tudo assiste sem participar como no golpe militar que instituiu a república
Seria bom tivesse sido o que não foi
Tal raciocínio é impossível e portanto inútil
Não se pode pensar o passado com os olhos do presente
Não se pode pensar o futuro com os olhos do presente
Dizei-me quem manda e direi quem sois
Como saber como se move a história?
Se ao menos soubéssemos como se moveu
Há teorias há versões mas há acidentes
Acasos há?
De repente a marcha retrocede
Galopes há
Aprendi que a luta de classes é o que determina o que se faz
Ah os determinismos!
O biológico talvez sim
Bananeira não dá mamão
Alguma mônada gerou vida
No fundo do mar?
De algum asteróide?
Mas mil milênios aqui estamos
Atropelando-nos qual espermatozóides
Diz-se que milhões apenas um fecundando um óvulo
E aqui estamos bilhões fecundando a terra
Pra dela tirarmos o nosso sustento
Mas os bilhões deixam-se mandar por dezenas
Incontidos sanguessugas sugam tudo
E de tanto incontidamente sugarem a terra
E nem é para o alimento é pura predação
No social o determinismo não é como o biológico
Sequer é lógico é em última instância
E para a humanidade a última instância é sermos devolvidos à energia do universo

Cruzes

terça-feira, fevereiro 7th, 2017

A meu ver a assinatura do cara se compõe de três torres no início no meio e no fim com rolos de arame aos pés
O Brasil é um espanto a pequena burguesia janota destrói a elite empresarial capitalista
Não que eu seja contra mas é problema
Neros
O que faz um homem acuado
Contenta-te com menos
Riqueza Fama Poder
E ficamos cada um à sua os militantes a disputar-nos enquanto o país afunda
Cuidado com a limpeza de arquivo
Denuncia que te absolverei
Nenhuma caça às bruxas resolve
De vez em quando alguém aparece
De vez em quando desaparece alguém
Nem tudo é perfeito e o que não é é por fazer
A questão não é disputar a câmara é anular o golpe
O Brasil é o avesso aqui os ilegais perseguem os legais
Desde a 470
Até quando durará essa farra imperialista?
A minha vergonha é que é um pedaço da minha geração no poder
O mordomo prende o marqueteiro
A vampira sagra a operação
Déspotas abismam o país
E não há o que os impeça?
Há muito alguns meses a ilegalidade impera
Três poderes atolados na barbárie
Despejam desmandos a favor do inimigo
Quem é o inimigo?
Não sabeis?
É quem lucra nas costas do povo
É quem lucra
Não sabeis que o lucro é iníquo
Extorquido ao trabalho
E jactam-se em divulgar que dez nababos em todo o mundo concentram o que a todos falta
Espalha-se morte e miséria mundo afora
E não basta
E não param
Ainda assim os povos sobrevivem
É tão pouco o que precisam
Às vêzes perde-se
A falta que faz

Sombras

segunda-feira, janeiro 30th, 2017

Nem sempre mas quase sombrias
Cuidado São Paulo é uma paródia do Brasil
Fizeram lá o que fizeram no país
Esquerda e direita: ou é pró-pobre ou é pró-burguês
A violência do estado contra o povo é crime
E vem o cara da pinguela
Perdemos a batalha municipal
Frente ampla de esquerda com Lula
O mundo frita-se
É preciso extirpar os interêsses estrangeiros no país
Senão não dá
O impostor vai nomear um ministro seu no supremo para atuar em processos em que foi acusado
Se assim é assim será
Nem sempre se sabe se é mulher
É diferente
Como é que do compadre brota um tirano
A vida é vista como é a vida de cada um
O problema é que o mané tinha que impressionar a gatinha
Acho bastante juntar minhas quarenta frases por semana
Acidente ou não o drama é o ilegítimo portanto ilegitimamente nomear um supremo a julgar suas contas no cartório
Ninguém é maior que o sol
As mulheres andam mais macio que os homens
Os homens andam mais duro que as mulheres
Um homem como eu tantos anos de praia não fica perdido por um rabo de saia
Se piar num vô piar pra riba de vocês
De minha parte estive em sintonia com a arte do meu tempo
Crie não destrua
Não comento vida pessoal em público
Nem dou conta do que sou imagina do que não sou
Legaliza que acaba o tráfico
E tudo o mais que vem junto
Violências mortes prisões
Vira negócio
Trabalho capital impostos
Vira farmácia
Saúde e mais trabalho capital impostos
E quem sabe até propina
Sacumé
Já que ninguém é de ferro
E nem nós

Escândalos

terça-feira, janeiro 24th, 2017

Um diz que foi ele ele diz que foi um
Cada um tem o seu
O que é bom pode ser ruim
Um boçal já tá bom dois ninguém aguenta
O modelo social político econômico e cultural para o Brasil é o MST
E claro gringos fora
Atrás de uma besteira sempre vem outra
Uma boa ideia nunca é um castigo
Um castigo nunca é uma boa ideia
Prender uma liderança é um abuso inaceitável
Se isto acontece aquilo não pode acontecer
Se aquilo acontece isto não pode acontecer
A esquerda desunida promove a direita
Sejam criativos saiam dos arquivos
É de esquerda quem se identifica com a esquerda
Na politica o que vale é o que vale no voto
Mais votados têm precedência
Em tudo e por tudo todos em conjunto
O contraste não conhece nuances
É eles ou nós
Cada um que faça seu jogo e aposta
A esquerda unida jamais será vencida
Qualquer divergência resolve na porrinha
A atuação da elite no poder é sinistra
O trabalho é que gera o capital
Data de quando a dominação humana
Desde que um acredite que vale mais que dois
Atender a um é pior que atender a dois
E sairam a devastar o mundo
Tudo o que é poluente tem que ser cancelado
Respeitar nossas reservas
Protegê-las
Respeitar a vocação humana para a liberdade
Gosto de andar nos meus arredores
A direita joga o futebol americano
Nós temos que jogar brasileiro
O povo ou os povos é que é a esquerda brasileira
Lula é a nossa mais expressiva liderança política
Unidade!
Fôrça!

Eras

segunda-feira, janeiro 16th, 2017

Indomável é o pensamento
Escorre como água
Devassa qualquer coisa
Por isso dominamos o que nos antecede
Os que viemos seguimos as trilhas dos que se foram
Aonde nos leva o pensamento
É isto que distingue o ser humano?
A permanente inconclusão
Os esqueletos são mais bonitos do que quando preenchidos
O tempo é outro
Esse golpe bichado com o vice de mané quebra a lei
O estado não pode quebrar a lei
Senão todo mundo pode
E não me venham com tribunais das contas nem são tribunais são cambonos parlamentares
Gostei de ver apesar da situação os funcionários na legalidade a explicar como o estado funciona
Nem são os governos mas o estado
Não é com essas continhas de chegar que os juridicos implantaram que se há de entender como o pais funciona
E assim por pura inveja do cargo derrubaram uma Presidenta legítima
Pela inveja de uns homens do poder de uma mulher
Derrubar com o descaso de qualquer expectativa de legalidade social
Implanta-se a barbárie
Os governos legítimos nem podem tanto assim decidir por sua vontade
Já os ilegítimos por serem ilegítimos espalham-se a rodo
A penada do mané sacrifica milhões
Quem lhe deu esse direito?
Usurpador medíocre
Palhaço oferecido do capitalismo internacional
E nisto arrasta o país à miséria e ao desespero
Pra nos fazer de pasto e repasto pra gringo
E segue o temerário a desfechar seus golpes boçais de maldade e desastre
A realidade tem suas armadilhas
Não convém atropelá-la gera mais problemas
A vampira e o vampiro
Cúmplice do ilegítimo parece que também ela invejava a legítima
Mas aí tem que disputar e ganhar no voto de eleições gerais nacionais
E não apenas ganhar a presidência no rodízio do supremo golpista
A roda roda
A roda arranha
A roda rasga
A roda quebra

Décadas

segunda-feira, janeiro 9th, 2017

O golpe a ditadura a tirania
O MST é o Brasil que pode dar certo
Ser feliz é questão de ser
Uns sim uns não
O ilegitimo nem desconfia que é ilegitimo?
A ilegitimidade gera a desordem
O ilegitimo propaga a ilegitimidade
Pular é fácil atravessar é difícil
O imperialismo através de seus canais da midia burguesa bombardeia o país
E dissemina o ódio e a violência
É urgente que se implante o audiovisual brasileiro no lugar do estrangeiro
Os ideais de guerra e morte que invadem nossas casas
E tentam legitimar o ilegítimo
Debalde
A golpista do Supremo encontra-se com o golpista da Justiça
E vai
Conhecer os mais que conhecidos cárceres apinhados
Se não fôr crime de morte é hora de rever as penas
Troca em multa serviços qualquer coisa
O Supremo que não consegue julgar suas causas
Mas consegue de repente acumpliciar-se em derrubar a Presidenta legítima
Mas consegue insistir em legitimar o ilegítimo
É cúmplice do golpe
Despertaram a violência e o ódio de classe
Vai ser difícil
Se fôr pra piorar nem tente
Plantaram-nos um impostor
Um fanfarrão minésio
E na economia um gerente de banco estrangeiro suspeito de corrupção
O que faz o cara?
Promove uma recessão instantânea e avassalante para mais entregar as nossas reservas naturais e humanas ao imperialismo seu patrão
O governo legitimo permitiu-se ser acossado pelos ilegitimos
Porque não pode ele mesmo ser ou praticar a ilegitimidade
Desde a inominável calunia pública do reu confesso pelas tevês imperialistas contra uma das mais notáveis carreiras e militancia publicas
Acolhida na farsa 470 do Supremo prenunciando o golpe que se seguiu
Ninguem poderia imaginar que se juntassem tão céleremente as peças do xadrez imperialista
E ai estão os lacaios a destruir um país para o sucesso imperialista
O imperialismo decretou o fim de nossa história?