Archive for the ‘Sem categoria’ Category

Eras

segunda-feira, janeiro 16th, 2017

Indomável é o pensamento
Escorre como água
Devassa qualquer coisa
Por isso dominamos o que nos antecede
Os que viemos seguimos as trilhas dos que se foram
Aonde nos leva o pensamento
É isto que distingue o ser humano?
A permanente inconclusão
Os esqueletos são mais bonitos do que quando preenchidos
O tempo é outro
Esse golpe bichado com o vice de mané quebra a lei
O estado não pode quebrar a lei
Senão todo mundo pode
E não me venham com tribunais das contas nem são tribunais são cambonos parlamentares
Gostei de ver apesar da situação os funcionários na legalidade a explicar como o estado funciona
Nem são os governos mas o estado
Não é com essas continhas de chegar que os juridicos implantaram que se há de entender como o pais funciona
E assim por pura inveja do cargo derrubaram uma Presidenta legítima
Pela inveja de uns homens do poder de uma mulher
Derrubar com o descaso de qualquer expectativa de legalidade social
Implanta-se a barbárie
Os governos legítimos nem podem tanto assim decidir por sua vontade
Já os ilegítimos por serem ilegítimos espalham-se a rodo
A penada do mané sacrifica milhões
Quem lhe deu esse direito?
Usurpador medíocre
Palhaço oferecido do capitalismo internacional
E nisto arrasta o país à miséria e ao desespero
Pra nos fazer de pasto e repasto pra gringo
E segue o temerário a desfechar seus golpes boçais de maldade e desastre
A realidade tem suas armadilhas
Não convém atropelá-la gera mais problemas
A vampira e o vampiro
Cúmplice do ilegítimo parece que também ela invejava a legítima
Mas aí tem que disputar e ganhar no voto de eleições gerais nacionais
E não apenas ganhar a presidência no rodízio do supremo golpista
A roda roda
A roda arranha
A roda rasga
A roda quebra

Décadas

segunda-feira, janeiro 9th, 2017

O golpe a ditadura a tirania
O MST é o Brasil que pode dar certo
Ser feliz é questão de ser
Uns sim uns não
O ilegitimo nem desconfia que é ilegitimo?
A ilegitimidade gera a desordem
O ilegitimo propaga a ilegitimidade
Pular é fácil atravessar é difícil
O imperialismo através de seus canais da midia burguesa bombardeia o país
E dissemina o ódio e a violência
É urgente que se implante o audiovisual brasileiro no lugar do estrangeiro
Os ideais de guerra e morte que invadem nossas casas
E tentam legitimar o ilegítimo
Debalde
A golpista do Supremo encontra-se com o golpista da Justiça
E vai
Conhecer os mais que conhecidos cárceres apinhados
Se não fôr crime de morte é hora de rever as penas
Troca em multa serviços qualquer coisa
O Supremo que não consegue julgar suas causas
Mas consegue de repente acumpliciar-se em derrubar a Presidenta legítima
Mas consegue insistir em legitimar o ilegítimo
É cúmplice do golpe
Despertaram a violência e o ódio de classe
Vai ser difícil
Se fôr pra piorar nem tente
Plantaram-nos um impostor
Um fanfarrão minésio
E na economia um gerente de banco estrangeiro suspeito de corrupção
O que faz o cara?
Promove uma recessão instantânea e avassalante para mais entregar as nossas reservas naturais e humanas ao imperialismo seu patrão
O governo legitimo permitiu-se ser acossado pelos ilegitimos
Porque não pode ele mesmo ser ou praticar a ilegitimidade
Desde a inominável calunia pública do reu confesso pelas tevês imperialistas contra uma das mais notáveis carreiras e militancia publicas
Acolhida na farsa 470 do Supremo prenunciando o golpe que se seguiu
Ninguem poderia imaginar que se juntassem tão céleremente as peças do xadrez imperialista
E ai estão os lacaios a destruir um país para o sucesso imperialista
O imperialismo decretou o fim de nossa história?

Anos

terça-feira, janeiro 3rd, 2017

Quem não faz quando vai quer fazer quando volta
Há formatos
É preciso quebrá-los
Se derrubar o novo vai ter que derrubar o velho
Antes que o mundo acabe
Variáveis são variáveis
Precisamos de bençãos para o cinema guerreiro
Sempre precisamos de mestres para nos abençoar
E um eterno desbunde
É do sorvete
É mas é o que é
Não há como desconhecer principios fundamentais como o “espirito de época”´ e a “consciência possível”
O maior dos triunfos é ser longevo
Já me disseram que sou estouvado
Não se pode mais dizer verdades a uma mulher
Ela te xinga de machista
Vendo o povo passar na rua alimenta a minha esperança
Carioca não reclama do calor
Metade é ideal a outra metade é insuportável
A ambiguidade é nociva
Grato pelo barato
O meu querer não se nutre do poder
O por fazer é melhor que o que vem pronto
Ver as crianças passar na rua me enche de esperanças
Ver os pivetes passar na rua me enche de esperanças
Ver todo mundo passar na rua com as suas compras me enche de esperanças
Ah! Os déspotas
A sua hora vai chegar
Nem vem que não tem o ano acaba e o novo começa
Já foi pior muito pior
Que seja melhor
Basta um pouquinho e já é bom
É só mandar esses moleques catar coquinho
Diretas já
A Presidenta concorda
E Lula lá de novo e com força
Anula o golpe
Libertem os aprisionados
E passemos o país a limpo
Nenhum estrangeiro tem direito algum ao que é nosso os que nascemos aqui

Sonhos

terça-feira, dezembro 27th, 2016

Graças às graças que me agraciaram
Sempre paguei pra ver
E arruinei-me mais de uma vez
Mas tem a volta de quem mandou dar
No que gira a roda
Nova chance se faz
Sem errar não é possível
Cada um tem seus motivos
E ninguém tem razão
Não sento na mesa com essa canalha
Ando bêbo e não caio
Entre a cabeça e a pena vão-se os pensamentos
A vida é gestada em sua própria terra
Cada terra uma vida
Cuidado com os saqueadores
Tem de montão
Se a tua vida tá uma zona não zoneia a do próximo
O gato se mete na gata
Ela num recrama
As relações ficam alteradas quando alguem decide o que é bom pros outros
Cineastas também exercitam suas tintas suas telas seus pincéis
A carga não é do burro é de quem nele a põe
Nada nasce pronto
Mas morre acabado
Fim do mundo são os manés que usurpam o país
Juntando quadrilhas de todas as latitudes
Ninguém e claro nem eu podia imaginar tamanha constelação de conluios
A repetir o drama de 64
E espero que não 68
Como ameaçam
Enorme é a distancia entre a mentalidade de um trabalhador e a de um intelectual
Enorme é a distancia entre os mais novos e os mais velhos
Enorme é a distancia entre os cantos do país
Mas podemos somar-nos
Ao invés de sucumbir
Virtudes não nascem de defeitos
Quando pensar no veneno pense no antídoto
Não se deixe enganar mais vale o que mais vale
Água e areia escorrem entre os dedos
Dedos tateiam na escuridão até que chega o trem

Quases

segunda-feira, dezembro 19th, 2016

A Republica rebola
Criada pelo golpe militar contra a monarquia
Desde a primeira invasão portuguesa em 500 que massacrou os naturais da terra
Palavrão pode só não pode palavrinhas
Quem vai querer um bosta que nem tu
O cara me afronta na porta da minha casa
Faço o que com ele?
Pago 50 real pro matador sumir com ele
A vida nada vale pra quem não merece
E depois veio a segunda invasão quando o reino mudou-se para o Rio
E aumentou a desgraceira
Depois de enforcar e esquartejar o Tiradentes
O rei de Portugal Pedro IV proclama a independência do Brasil
Não me diga com quem andas
Diga-me quem és
Os meus amigos suicidas se soubessem o prestigio que alcançaram talvez não se tivessem matado
Eu diria os meus hábitos
Eu diria os meus vicios
É dificil enfrentar-se a criminalidade da policia, do tráfico e da milicia
Toda barganha tem seu preço
Emito pensamentos e chupo a manga
Não é possível que não se tenha como acabar com essa ditadura civil
Acabando ou não acabando tudo acaba
Que importa a treta ou a mutreta
Deixa o barco andar
Sois socialista?
Ainda não é hora
Basta ser neo-capitalista
Não nos unimos
As palavras fogem
Nem adesivo nem aderente nem crente
Huuum!
As estribeiras ou as algibeiras
Nada é mais atual que O Grande Ditador de Chaplin (1940) na homenagem a Paulo Emilio: 2 libertários
Não basta fazer comédia tem que socorrer a tragédia
Se menos falasse menos ouviria
Todo mundo ao nascer tem direito em seu torrão natal aos mesmos 7 palmos em que será enterrado quando morrer
Enfrentar moinhos outros virão
O folgado fica cada vez mais folgado
Não a todos

Razões

quarta-feira, dezembro 14th, 2016

Não tenha medo de ter medo
Algo extraordinário aconteceu a pirâmide desmoronou
Não adianta botar o cara no trono
Ele só se lembra de sua infancia
A burrice não tem limite
O falso impera
A sofisticação ficou sofisticada
O estado não pode guerrear
Quem guerreia são os homens
Uai fai!
Uai fio!
Mequetrefe não mequetrefa sózinho
Precisa de um bando de mequetrefinhos
Quanto mais piora
Revoga tudo
Começa a chuva
Diz que vai ser muita
Como tantos já perdi muitos é-de-tais
Quem sabe agora vai
Todos temos que ser responsáveis
O impossível não é possível
Salve grande poeta que se vai
Não vocifere procure entender
Se muito eu sou é da 3a. divisão
Se o humano já foi bactéria e depois foi peixe e depois foi macaco e depois?
Revolucionemos
Nem pensemos na mais geral
Pensemos cada um em si e a soma se dará por consequência
Não se precisa não se deve não se pode pegar em armas
Precisa-se de desarmas
Não se pode ao outro ferir
E a si mesmo não se é tão burro
Espero
Quem ronca não ouve
Se não está bom imagina quando piorar
As pessoas que à noite dormem na rua e de dia tem que circular
E há quem berre aos céus por liberdade
Enquanto a vida passa batendo nas tabelas
Querias mais?
Querias menos?

Caras

segunda-feira, dezembro 5th, 2016

As pessoas atraem-se na relação direta ou indireta de suas virtudes
Foi um guerreiro que venceu na guerra e venceu na paz
Quem confia será confiado?
Impossível driblar o ocorrido
Perguntei o que fazer
Fazer fazer fazer só o eco respondeu
Você diz que sou eu
Eu digo que é você
Quem não sabe não sabe
O depois não vem antes
Trôpego mas não cai
Fico bêbado só de olhar
Bom ou mau o momento passa
A memória falha
E atrapalha
A esquina esconde
A curva esconde
A árvore esconde
A reta revela
A luz ilumina
O sonho delira
Sem parar cansa
Se não desviar atropela
A desatenção é um risco
Sorrir é melhor que rir
Andar é melhor que correr
Arriscar é melhor que pensar
Esquecer é melhor que penar
Afagar é melhor que afogar
Ouvir sem querer
Passear na chuva
Andar a êsmo
O errado acha que está certo
Curtir é melhor que catar
Fui na feira comprar peixe
Voltei cheio de iguarias
Fogo não é brasa
Brasa não é fogo
A água mata a sede
E apaga o fogo

Bolas

terça-feira, novembro 29th, 2016

Quem não quando sim lambuza-se
Derrubada por fiscais ela vem esfuziante pedalando de verdade pelas ruas das cidades
O renegado juntado ao ilegítimo
A vida ensina mas nem sempre aprende-se
Se ficar sem comer não posso ficar sem beber
Se ficar sem beber não posso ficar sem comer
O imediato não garante o amanhã
Nem sempre percebe-se o instantâneo
Um inteiro vale mais que dois meios
Perguntar ofende
Responder ofende
Ignorar ofende
Ofender ofende
Sonhar não ofende mas também não resolve
A coisa piora
A coisa é piorável
Se o que é público não investe no que é público
O privado só investe na privada
E nem se puxa a descarga
Enquanto os narizes melequeiam-se
E os bandidos nem se tocam
O bode velho e o cabra cego chafurdam no abismo
Martelar na bigorna não quebra mas faz um barulho dos diabos
Melhor não
Você viu o invisível por aí?
Diz pra ele aparecer
Antes que se prove o improvável
Ou se defenda o indefensável
Ou se vislumbre o invislumbrável
Ou se quebre o inquebrável
Ou se esqueça o inesquecível
Ou se decline o indeclinável
Ou se pense o impensável
Ou se adie o inadiável
Ou se regurgite o ingurgitável
Ou se pondere o imponderável
Ou se sirva o inservível
Ou se confunda o inconfundível
Não é possível suportar o insuportável
Indispensável é desprezar o desprezível

Sopas

quinta-feira, novembro 24th, 2016

Só não deixa esfriar
O governo se deixou acusar e acuar
E derrubar
O tempo não corre o tempo aguarda
É eterno porque despe suas peles velhas para ficar com as novas
Tem quem chame urubu de gaivota
Quem?
Pergunta ao urubu
És gaivota?
O macaco acordou com a macaca
Como é que faz?
Dá uma penca de banana pra ele
Prefiro o linguajar
Não importa a procela alguém tem que cuidar do leme
Até pode errar o alvo mas vê se não acerta em inocente
A vitória da direita não acaba com a esperança do povo
Quem invade é a puliça os minino ocupa o que é de casa
O tempo que vivemos é sinistro
Emergem as forças do mal avassaladoras
E vamos ter que encarar
Modestamente é claro
Não sou e não recomendo a ninguém ser herói
O mal faz muito mal
Devemos todos ficar protegidos
Respirando respirando o que acontece se respirarmos fundo
Bobagem pouca é bobagem
Enquanto a esquerda diverge a direita invade o congresso
Aplaude o inquisidor e pede a intervenção militar
É o direito da direita
Doleiro tem crédito e domicílio premiado
Bom é a vida sem pesares
Por que pesares na vida
Minha casa minha vida
Boa frase boas políticas
E aí trágicamente a canalha toma o poder
É a ditadura dos patrões
Dinheiro eles querem só dinheiro dinheirô
Pra fazer o quê?
Propinas de bilhões?
Dá um milhão pra cada cidadão e deixa eles investirem

Fotogenias

segunda-feira, novembro 14th, 2016

Deixa estar 18 vem aí!
A culpa nunca é do povo
É dos que se dizem de esquerda e não procuram se unir numa frente ampla
Em cada disputa tem que ser um só candidato para toda a esquerda
Sou feliz acordei e estou vivo
O povo os 200 milhões a tudo sobrevive
Apesar dos ataques dos burgueses
A revolução popular é preciso que se faça sem nem mais uma morte
A ABD é um estado de espírito é de quem reivindicá-la e pugnar em seu nome é clandestina
Ninguém tem que pedir a ninguém pra ser revolucionário
Cada um tome a dose que suporte
Um homem quer a mulher de todas as formas e meios possíveis
Não se pode compactuar deve-se repudiar a crueldade na história
Delação não é prova e sob tortura é crime
Ou o Brasil acaba com o golpe ou o golpe acaba com o Brasil
Todo mundo precisa e merece viver bem
Basta que se queira
Devíamos combinar o espírito da época e a consciência possível
A arte é dada à hipérbole e a seu avesso
O problema do cinema estrangeiro é que eles se lixam pro que é estrangeiro
Só querem a nossa bufunfa
E viva o curta o mais democrático jeito de cinema
Nunca estamos sós o universo interage-se
Abrir e fechar todo dia o negócio
Lembrar de esquecer
A maior ofensa que se faz a um autor é perguntar o que ele quis dizer
Perdeu mas ganhou
Ganhou mas perdeu
Nem ganhou nem perdeu
E quando todos perdem?
É quando surge inesperada uma cavalgante avalanche de assalto ao poder
Primeiro o cara que junta uma tosca delação premiada com o domínio do fato
E liberou geral para a garotada jurídica do interior a detonar o país inteiro
Até quando até quando
Quantos seres há no mundo
Por que seres tão cruéis
Por que seres tão banais
Só se vive uma vida
Mais de uma ninguém vive
Somos mortais